Cabo que ligará Fortaleza-Miami chega 2ª com aporte de R$ 100 mi

Chega a Fortaleza nesta segunda-feira o cabo de fibra ótica submarino Monet. Esse é um dos projetos da multinacional Angola Cables na Capital, que também incluem o cabo Sacs (Soth Atlantic Cable System), duas estações terrestres para acolher os cabos e um centro de processamento e armazenamento de dados (data center). A companhia espera gerar, no ápice da operação dos equipamentos, 40 empregos diretos e de 700 a 800 postos indiretos a longo prazo na Capital, por volta de 2030.
A Angola Cables é a primeira empresa a chegar ao chamado Parque Criativo e Tecnológico de Fortaleza, na Praia do Futuro, cuja área foi delimitada em 3,85 km² pela Prefeitura de Fortaleza em julho deste ano. O polo deve abrigar prioritariamente empresas de tecnologia da informação e comunicação. "Fizemos um estudo, em 2055, nós, juntamente com todo o parque tecnológico desenvolvido, podemos chegar a representar R$ 1 bilhão do PIB (Produto Interno Bruto) do Ceará", diz o CEO da Angola Cables Brasil, Rafael Pistono.
O cabo Monet foi idealizado pela Angola Cables em parceria com Google, Antel (Uruguai) e Algar Telecom e tem previsão de entrar em operação no fim do primeiro semestre de 2017, juntamente com o data center de 3 mil metros quadrados, ao qual estará ligado. O Monet possui 10,6 mil km de extensão e capacidade de transmissão de 60 terabits por segundo (Tbps). Ele já está conectado a Santos (SP) e será ligado em cerca de um mês a Miami nos, Estados Unidos.

Luanda
Já o cabo Sacs, que também estará conectado ao data center, está em fase de fabricação e deve operar apenas em 2018. Esse será o primeiro cabo submarino do Atlântico Sul que ligará Fortaleza a Luanda, na Angola, com 6 mil km de extensão e capacidade de transmissão de 40 Tbps.
"Esses sistemas trazem para o mercado uma velocidade muito acima dos cabos atuais. No caso do Sacs, a informação será transmitida em um piscar de olhos, em 63 milissegundos. No Monet, são 110 milissegundos. Os cabos que fazem essa rota hoje transmitem informação em cerca de 130, 140 milissegundos", destaca o CEO da empresa.
As instalações da Angola Cables na Capital também devem aumentar a capacidade de transmissão. Rafael Pistono diz, por exemplo que 60 terabits por segundo, capacidade do Monet, seriam suficientes para "a população toda de Fortaleza ver Netflix ao mesmo tempo".
Isso será provido ao consumidor final da Capital cearense por parceiros da Angola Cables, que promete oferecer uma conexão mais barata que as existentes atualmente. "A gente vai colocar no mercado novos patamares de preço", defende ele.

Aporte
O investimento da empresa no Brasil é da ordem de US$ 300 milhões. Segundo Pistono, o aporte no Ceará soma cerca de R$ 100 milhões, considerando apenas a primeira fase do data center, que poderá ser ampliado em diversas etapas.

Diário do Nordeste
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