Empresária nega fraudes em pesquisas eleitorais e diz que conversa com cliente foi distorcida em áudio

Um dia após a publicação de matéria exclusiva publicada pelo cearanews7.com.br, revelando mais um escândalo em pesquisas eleitorais no Ceará, os empresários Denise Almeida Ribeiro Silva  e Manoel Rômulo da Silva Filho, donos da empresa Idhata - Instituto de Pesquisa e Inteligência de Marketihg Limitada-ME, citada na reportagem, refutaram as acusações de fraudar enquetes sobre intenção de votos nas eleições deste ano em, pelo menos, 24 Municípios cearenses.
Através de um áudio que vazou nesta quinta-feira, Denise Ribeiro teria proposto a um cliente de sua empresa utilizar dados de uma pesquisa eleitoral já realizada para validar uma nova enquete com o mesmo fim, isto é, medir a intenção de votos de eleitores em um Município do Interior, o que se configuraria em fraude.
Contudo, a dona da empresa nega esta informação. “No áudio, colocaram apenas um trecho da conversa que eu estava tendo com um cliente. Em momento algum, a nossa empresa trabalhou copiando pesquisas ou fazendo algo que não fosse da forma correta, dentro da metodologia. Para isso, temos um estatístico. O que eu estava querendo explicar para o cliente, é que ele estava querendo aproveitar uma pesquisa que já havia sido feita anteriormente. O que a gente ia aproveitar era a parte do perfil do entrevistado, no caso, o eleitor do município, e não da forma como foi expressado. Não foi passado a limpo, a pesquisa estava feita, a pesquisa estava pronta e foi feita dentro da metodologia legal. Na realidade, o que foi dito, foi distorcido”, explica Denise.

Dentro da lei
E continua: “Para quem entende desse trabalho, viu que eu estava dando uma explicação sobre como é feita uma pesquisa, como é feito este trabalho, de forma correta, dentro da metodologia, com os critérios exigidos pela Lei.  Quem entende, ouviu que eu estava dando uma explicação sobre como é uma pesquisa para registro  e outra comum, para estudo interno, que não tem necessidade de se colocar todos os critérios sobre o perfil do eleitor. E na realidade, no final, tivemos que mandar novamente ser feita a pesquisa de campo porque a quantidade de amostragens  aumentou, a quantidade de entrevistas foi aumentada. Tivemos que fazer todo o campo novamente”.
Denise  esclarece  também que foi proprietária de uma empresa de confecções, a Maoma, e que, após três meses de sua criação, por várias razões, as atividades foram paradas. E por razões contábeis, foi feito um aditivo para a transformação na empresa Exacta  e, depois, em Idhata. “Toda a documentação necessária para chegar até a Idhata estão lá no TSE. Em momento algum, a empresa omitiu qualquer informação ou documentação para seu funcionamento perante a Justiça. Resolvi fechar a Exacta porque eu não precisava ter duas empresas com a mesma atividade”.
“As empresas de pesquisas, em anos eleitorais, são muito visadas. A nossa empresa presta serviços públicos, não só de pesquisas políticas eleitorais, em anos eleitorais. A nossa empresa Idhata e também a anterior, Exacta, presta serviços de pesquisas de todos os tipos, como mercadológica, de opinião pública, de avaliação. Ou seja, todo tipo de pesquisa”.

Comissão
A empresária esclareceu ainda que, durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Assembléia Legislativa do Estado do Ceará, em 2012, a empresa foi chamada para dar explicações sobre seu funcionamento.
“Muitas empresas passaram pelo processo da CPI e foram absolvidas porque não encontraram nada de irregular ou ilegal. Passamos também pela Comissão e não houve nenhum problema que pudesse levar a empresa a ser condenada. Ocorreu um processo na Justiça que foi incorreto na sua tramitação, e recebemos da própria Justiça certidão de que tudo estava e está correto. O que existe são muitos boatos, porque as pessoas não buscam as informações corretas e espalham esses boatos que prejudicam a imagem da empresa e dos seus proprietários”, finaliza.

Ceará News 7
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