Funcionários de empresa privada no Ceará doaram R$ 1000 cada para dois candidatos

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Controladoria Geral da União (CGU) continuam o trabalho de fiscalização do doações eleitorais na campanha deste ano. O pente-fino do TSE identificou dessa vez uma empresa no Ceará onde todos os 62 empregados desembolsaram R$ 1.000,00 para dois candidatos - cada político levou R$ 34 mil.
A Justiça Eleitoral quer saber se os funcionários liberaram a utilização do CPF e a doação, ou foram enganados pela empresa que utilizou irregularmente os documentos.
Na semana passada o TCU identificou 38,9 mil doadores suspeitos e 1,4 mil despesas com indícios de irregularidades. No caso das doações suspeitas, foram encontradas até mesmo doações de pessoas mortas.

O que diz a Legislação Eleitoral?
A doação de recursos financeiros para candidatos só podem ser feitas por pessoas físicas (até 10% dos rendimentos) e recursos próprios do candidato (até os limites estabelecidos na Lei). Continua sendo possível o repasse de recursos dos partidos políticos aos candidatos, ainda que provenientes do Fundo Partidário, e sem a individualização dos doadores.

A informação está publicada na coluna Painel da Folha de S. Paulo desta quinta-feira (8).

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