Lava Jato denuncia executivos por cartel na Petrobras

A força-tarefa da Operação Lava Jato denunciou nesta terça-feira (13) executivos das empreiteiras Queiroz Galvão e Iesa sob acusação de cartel e fraude à licitação em obras da Petrobras.
É a primeira denúncia pelo crime de cartel na Operação Lava Jato.
Até aqui, o Ministério Público Federal vinha fazendo acusações de lavagem de dinheiro e corrupção –o crime de cartel ficou para depois. Mais executivos, de outras empresas investigadas na operação, também devem ser acusados na sequência.
Segundo os procuradores, o cartel operou entre 2006 e 2013 e era formado por 16 grandes empreiteiras, que acertavam os preços das licitações da Petrobras e dividiam as obras entre si. O objetivo era "dominar o mercado de montagem industrial" da estatal.
Em troca, os executivos pagavam propinas milionárias a diretores da Petrobras e agentes políticos.
A Iesa e a Queiroz Galvão integraram o grupo criminoso em duas obras: a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e o Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), segundo o Ministério Público.
A denúncia foi fundamentada em investigações internas da Petrobras, na palavra de delatores e em documentos apreendidos durante a Lava Jato -como uma planilha com a divisão das obras e as regras de um "campeonato esportivo" entre as empreiteiras.
Oito executivos foram acusados: Petrônio Braz Junior, André Gustavo de Farias Pereira, Othon Zanoide de Moraes Filho, Augusto Amorin Costa e Ildefonso Colares Filho, da Queiroz Galvão; e Rodolfo Andriani, Valdir Lima Carreira e Otto Garrido Sparenber, da Iesa Óleo e Gás.
A Folha não conseguiu contato com os advogados dos acusados até a tarde desta terça.

Folha de S. Paulo
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