Polícia reprime ato Fora Temer em Fortaleza

Terminou com repressão por parte da Polícia Militar (PM) o ato ‘Fora Temer’, realizado no fim da tarde de ontem, na Capital. O protesto, que reuniu cerca de 20 mil pessoas, segundo a organização do evento, aconteceu com uma caminhada pacífica do Aterro da Praia de Iracema até o anfiteatro da Avenida Beira Mar. Ao fim da manifestação, quando muitos participantes já deixavam o lugar, equipes do Batalhão de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio) e do Ronda do Quarteirão chegaram ao local e dispersaram o grupo ainda presente com bombas de efeito moral e spray de pimenta.

Repórteres do jornal Diário do Nordeste acompanharam de perto a ação, que culminou em pelo menos quatro pessoas feridas por estilhaços de bombas. Um homem aguardou atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Os manifestantes reagiram com gritos questionando a ação e pedindo o fim da corporação. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), uma pessoa foi detida. Após cerca de 20 minutos, a PM deixou o local. 
O protesto contou com a participação de diversos movimentos sociais, sindicatos, entidades e frentes nacionais e pediu a saída do presidente Michel Temer e a realização de eleições gerais. A concentração teve início às 15h, na Estátua de Iracema Guardiã. 

Trânsito
Com gritos de “golpistas, fascistas, não passarão”, os manifestantes seguiram em caminhada pela Rua Ildefonso Albano e avenidas Monsenhor Tabosa, Barão de Studart e Beira Mar. O trânsito na região ficou congestionado, mas não houve bloqueios por parte da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC). 
“Várias organizações aqui defendem que a própria população possa definir os rumos do nosso País. Que se amplie a democracia e não se destrua, como praticamente aconteceu com uma eleição indireta, que foi a eleição do senhor Michel Temer”, disse o integrante da Frente Nacional Povo sem Medo, Serley Sousa Leal. O próximo ato está marcado para o domingo (11), em frente à Igreja do Cristo Redentor. 
Em nota, a SSPDS afirmou que a ação policial ao final da manifestação ocorreu “após pedras terem sido atiradas em uma viatura”. O órgão alegou, ainda, que houve atos de vandalismo no protesto e que possíveis excessos por parte de policiais serão apurados. Sobre a estimativa de público, a SSPDS comunicou que a PM acompanhou o ato, mas não divulgará balanço. 
A Defensoria Pública Geral do Ceará emitiu nota repudiando o tumulto causado pela ação da PM e afirmou que abrirá procedimento na Controladoria Geral de Disciplina Dos Órgãos de Segurança Pública pedindo a apuração dos fatos. 

Diário do Nordeste
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