Esquema fraudulento de empresas de tecidos deve R$ 286 milhões ao Estado

As empresas do ramo de tecidos que estão envolvidas em esquema fraudulento de sonegação de impostos devem R$ 286 milhões ao fisco do Estado, em valor corrigido, segundo o secretário da Fazenda, Mauro Filho. O titular da Pasta esteve em coletiva de imprensa concedida pelo Ministério Público do Ceará (MP-CE), na manhã desta sexta-feira (14), para detalhar a operação que culminou na prisão de três pessoas na última quinta (13).
Se eles fossem pagar para livrar o crime, você teria que colocar multa de 70 a 100% e atualização monetária. Então, quando você faz todo o cálculo, daria 286 (milhões). O que interessa é qual o valor devido ao fisco estadual", destacou Mauro Filho.
Ainda segundo o secretário da Fazenda, a força-tarefa que participa da investigação estipula que 17 empresas participem do esquema fraudulento em terra cearense. Somando os valores sonegados por elas, R$ 132 milhões não foram recolhidos pelo Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Os órgãos que investigam o esquema criminoso não souberam determinar quando essa fraude começou a ser praticada, mas acreditam que essas empresas começaram a se instalar no Ceará no início da década passada, a cerca de 15 anos. O material importado e produzido por essas empresas abastece feiras populares de Fortaleza, como o Beco da Poeira e a José Avelino, e também é comercializado para o Interior.

Operação atingiu primeira empresa
Das 17 empresas que possuem indícios contra elas, apenas uma já foi atingida pela operação. Trata-se da Vênus Jeans Indústria e Comércio de Confecção LTDA, que tem endereço no bairro Vila Manoel Sátiro, na Capital. Segundo o promotor de Justiça e coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), Hugo Vasconcelos Xerez, essa empresa é responsável pela sonegação de R$ 30 milhões do ICMS.
A operação em conjunto do MP-CE, através do Gaesf, com a Secretaria da Fazenda (Sefaz) e a Polícia Civil, foi deflagrada na manhã da última quinta-feira (13), com o objetivo de cumprir 5 mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão de celulares, nas residências de 6 investigados.
O empresário Francisco Cândido da Rocha e os contadores Francisco de Assis Neto e Carlos André Maia Sousa foram presos e levados ao xadrez do Complexo de Delegacias Especializadas (CODE), no Bairro de Fátima. Os empresários Jovilson Coutinho Carvalho e Francisco José Timbó Farias estão foragidos.

Diário do Nordeste
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