Soldado da PM cearense mata estudante de Direito em uma festa no Piauí

Um soldado da Polícia Militar do Ceará foi preso em flagrante, acusado de matar uma estudante de Direito, durante uma confusão em uma churrascaria da família da vítima, na Cidade de Valença, no Estado do Piauí, no último sábado (15). De acordo com informações da Delegacia Regional de Valença, o soldado teria se envolvido em uma confusão na entrada do estabelecimento, sacou a arma e efetuou dois tiros. Um deles atingiu a cabeça da universitária.
Conforme a Polícia Civil piauiense, Suellen Marinheiro Lula, 21, vendia os ingressos da festa, quando o soldado Rafael do Nascimento de Oliveira Rosa chegou ao local acompanhado de alguns amigos. Ele teria se negado a pagar R$ 5 para entrar no evento e apresentou uma carteira funcional. 
O irmão de Suellen Lula tentou intervir e houve uma discussão. O policial sacou uma pistola, calibre 380, que portava e disparou. A jovem, que faria 22 anos ainda este mês, foi atingida na cabeça. Ela chegou a ser socorrida e encaminhada  ao Hospital Regional Eustáquio Portela, mas segundo a Polícia já chegou à unidade de saúde morta.

Tentativa de linchamento
Rafael Rosa foi detido por pessoas que estavam na festa. Houve uma tentativa de linchamento, mas a Força Tática da PM de Valença chegou ao local e encaminhou o suspeito à Delegacia Regional para ser ouvido. Em depoimento, o militar disse que mora em Pimenteiras, no estado do Piauí, mas trabalha em Tauá. Ele é destacado na 1ª Cia do 13º Batalhão da Polícia Militar do Ceará. 
A arma utilizada no crime não foi encontrada. O corpo da estudante foi levado para o Instituto de Medicina Legal (IML) de Teresina para ser necropsiado, mas já foi entregue à família para o sepultamento. Segundo informações prestadas pela equipe da Delegacia de Valença, o policial foi transferido, na manhã deste domingo (16), para o Presídio Militar de Teresina, em cumprimento a uma determinação judicial.
O coronel Lauro Carlos de Araújo Prado, secretário adjunto da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) disse que a Pasta lamenta o ocorrido e que o policial agiu de forma "totalmente descabida". "Ele foi dar o que chamamos de 'carteirada'. Se não tivesse atirado, já estaria errado por isto. Os disparos foram totalmente desproporcionais, descabidos. Ele vai responder na Justiça e também a um Procedimento Disciplinar dentro da Corporação".      
Suellen Rosa era estudante do sexto semestre de Direito. Ela estudava em uma universidade particular, na Cidade de Picos, também no Piauí.

Diário do Nordeste
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