Aeronáutica colombiana diz que 72 corpos já foram retirados de destroços

A Aeronáutica Civil da Colômbia informou que 72 corpos já foram retirados dos destroços da aeronave que levava a delegação da Chapecoense. A entidade confirmou ainda que há 75 vítimas fatais no acidente e seis sobreviventes. As informações são da Agência ANSA.
Segundo divulgou a entidade em nota, há 150 pessoas envolvidas na busca e resgate das vítimas que "trabalham continuamente para facilitar a recuperação dos corpos".

Corpos e destroços não têm sinal de combustível
As autoridades ainda investigam as causas do acidente. Inicialmente foi divulgada a informação que nenhum dos corpos e partes da aeronave tinham rastros de combustíveis. 
Uma das possibilidades é que o avião não voava com a reserva de combustível suficiente. Outra hipótese é que o piloto, ao perceber falhas mecânicas, esvaziou o tanque para que a aeronave não explodisse com o impacto no chão. Entretanto, essa hipótese ainda está sendo analisada pelos organismos responsáveis.
O informe da Aerocivil, órgão que cuida do funcionamento das aviação na Colômbia, disse que a aeronave caiu aproximadamente às 10h30 da noite desta segunda-feira (1h30 desta terça-feira no horário de Brasília). O avião vinha de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, e pertencia a empresa LaMia, cuja matrícula é LMI2933 RJ80. 
Carlos Iván Márquez Pérez, diretor da Unidade Nacional para Gestão de Riscos a Acidentes, confirmou que até o momento foram encontrados 65 corpos e que 63 deles estão sendo levados para o aeroporto de Olaya Herrera, em Medellín, com o objetivo de identificá-los. Depois, serão levados para o Instituto de Medicina Legal.
O governo colombiano está a par da situação e através do Ministério de Relações Exteriores trabalha para adiantar o processo de repatriação dos corpos e acompanhar os sobreviventes brasileiros e bolivianos. 

Respeito aos familiares
Os hospitais anunciaram que adotaram silêncio em respeito a uma solicitação dos familiares para não darem declarações aos veículos de comunicação. 
O Atlético Nacional emitiu um comunicado oficial em que transmite solidariedade aos familiares das vítimas e pede que a Conmebol declare a Chapecoense campeão da Copa sul-americana. 
"Depois de estar muito preocupado pela parte humana, pensamos no aspecto competitivo e queremos publicar esse comunicado no qual o Atlético Nacional pede para a Conmebol que o título da Copa Sul-Americana seja entregue à Associação Chapecoense de Futebol como louro honorário pela sua grande perda e em homenagem póstuma às vítimas do fatal acidente que deixa o nosso esporte de luto. De nossa parte, e para sempre, Chapecoense campeã da Copa Sul-Americana 2016", declarou o clube, em caráter oficial.

Agência Brasil e Estadão Conteúdo
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