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Chapecoense dá seus primeiros passos após o luto

Há um mês, o Brasil acordava atônito e triste com a notícia da maior tragédia da história do esporte. Na madrugada daquele 29 de novembro, o avião que levaria a Chapecoense para a final da Copa Sul-Americana caiu nos arredores de Medellín, onde o time catarinense enfrentaria o Atlético Nacional. 
Entre jogadores, jornalistas e tripulantes, 71 vidas se perderam. Seis sobreviveram, sendo três atletas. De lá para cá, a comoção no País se misturou com as dúvidas de como o clube tiraria forças para se reerguer após ter sua ascensão interrompida pela tragédia. Demonstrações de solidariedade não faltaram. Desde as simbólicas em redes sociais às práticas, como a confirmação do título da Sul-Americana. A medida deu à Chape o direito de disputar a Libertadores, principal competição do continente, que pode auxiliar as finanças. Mas para estar lá é preciso montar um time em meio ao luto.
O técnico Vagner Mancini foi o primeiro nome anunciado após a tragédia. E cabe a ele capitanear a remontagem do elenco, dizimado com a morte de 19 atletas. Seja por empréstimo de outros clubes ou compra, nove já foram contratados ou faltam apenas assinar com o clube, que tem ainda em 2017 Primeira Liga, Catarinense, Brasileiro, Copa do Brasil e Recopa Sul-Americana a disputar. “Nunca tinha visto um clube que necessitaria de 25 atletas no mínimo”.
“Existe grande diferença entre ajudar cedendo atletas com salário pago nesse momento difícil da Chapecoense e existe um outro ponto que é oferecer aqueles atletas que você não quer no seu elenco”, completou Mancini.
O processo da Chape para recompor o elenco não deve se encerrar agora. A diretoria quer observar oportunidades com torneios de 2017 em andamento, para chegar no Brasileiro em condições de se manter na elite — após recusar sugestão de outros clubes de ter sua permanência na Série A garantida em regulamento por três anos.
A reconstrução do time começa pelo gol. Como Danilo morreu na tragédia, Follmann teve uma perna amputada e Marcelo Boeck foi dispensado e fechou com o Fortaleza, a Chape precisa contratar três goleiros. E o primeiro deles é Elias, 21 anos, destaque do Juventude, que chega por empréstimo.
“Quem está vindo está vindo para ajudar não somente dentro de campo, mas fora de campo também. O clube precisa se reerguer, voltar a dar a alegria que dava aos torcedores”, afirmou Elias ao SporTV.
Além de cessão de atletas sem custo, a Chape recebe outros auxílios. O clube foi convidado pelo Barcelona para o troféu Joan Gamper, em agosto. Outra ajuda é a parceria com a loja online Netshoes, que renderá R$1 milhão com venda de camisas. O amistoso Brasil x Colômbia, dia 25 de janeiro, no Rio, terá renda doada às famílias das vítimas. 

Atletas contratados
Douglas Grolli (zagueiro, ex-Ponte Preta) Elias (goleiro, ex-Juventude) Rossi (atacante, ex-Goiás) Dodô (meia, ex-Figueirense) Reinaldo (lateral, Ponte Preta)

Atletas acertados
Nadson (meia, ex-Paraná), Zeballos (lateral, ex-Defensor-URU), Moisés (volante, Grêmio) e Wellington Paulista (atacante, Ponte Preta)

Acerto próximo
Leandro Silva (lateral, Figueirense) e Daniel (meia, São Paulo)

Agência Estado
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