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Domingos Filho busca construir candidatura ao Governo do Estado

Domingos Filho, o conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) hoje em disponibilidade por conta da extinção deste Tribunal, é, agora, o quadro mais importante da oposição cearense para concorrer ao cargo de Governador do Estado, em 2018, sua pretensão antiga.
A fortaleza de Domingos, no entanto, está em ser o elemento que faltava ao PSDB e PMDB a se credenciarem, de fato, a ter um nome eleitoralmente capaz de representá-los. Ele não esperava ser forte por servir de instrumento da oposição, mas pelo trabalho pessoal em desenvolvimento no TCM, concomitantemente com o realizado no PSD e PMB, partidos que controla através da mulher, Patrícia, e do filho, deputado federal Domingos Neto.
Livre das amarras legais, Domingos, diluída a emoção do momento, trabalhará obstinadamente a unidade dos partidos de oposição e a estruturação de sua campanha, mesmo ainda muito distante do pleito. Precisa formular uma estratégia de oposição, como fazia para sobreviver na década passada, ainda integrando os quadros do PMDB.
Será ajudado, por certo, pelos adversários dos irmãos Cid e Ciro Gomes, representados pelos senadores Eunício Oliveira e Tasso Jereissati. O primeiro querendo ser reeleito, sobretudo tendo o álibi de Domingos ter a preferência por algumas razões. E o segundo, pela discordância como tem sido gerido o Estado nos últimos anos.
A extinção do TCM o alcança como quem é vítima de um grave acidente. Ele esperava ser hostilizado pelo esquema governista de que fazia parte, há mais de uma década. Estava certo da perda dos cargos ocupados por afilhados seus no Governo do Estado, e na Prefeitura de Fortaleza, mas nunca o exercício do cargo vitalício muito mais prazeroso e proveitoso politicamente do que propriamente pelo subsídio e as garantias proporcionadas ao seu titular.

Diário do Nordeste
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