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"Ninguém percebeu, estávamos todos prontos para pousar em um pouso normal", disse Erwin Tumiri

O técnico da companhia LaMia, Erwin Tumiri, um dos dois tripulantes sobrevivente à queda do avião que caiu com o time da Chapecoense, declarou, em entrevista ao Fantástico, da Rede Globo, na noite deste domingo (4), que ninguém foi avisado sobre problemas no voo. "Ninguém percebeu, estávamos todos prontos para pousar em um pouso normal, era a preparação para o pouso normal", revelou ele, que recebeu alta na última sexta-feira.
"Eles disseram: afivelem os cintos que vamos pousar. Todo mundo voltou para sua poltrona, as luzes se apagaram, começou a vibrar, e eu pensei que nós estivéssemos pousando, um pouso normal, eu pensei que era isso, mas não foi", acrescentou. Pouco antes da queda, ele disse que estava conversando com o técnico, que o estava ensinando a falar português.
O tripulante boliviano admitiu que perguntou ao piloto se eles iriam parar para abastecer em Cobija . "Eu supus que ele (o piloto Miguel Quiroga) soubesse o que fazer". 
Questionado, Tumiri declarou ser preciso que decisões durante o voo "não sejam tomadas de maneira tão individual", ao se referir sobre a escolha de permanecer até o destino final do percurso. "A tripulação teria que saber", acrescentou.
Ele ainda disse que viu muitos corpos espalhados, mas que não tinha o que fazer porque não havia sinais de vida. "Eu me preocupava com que o avião fosse explodir ou se desmanchar", revelou. 
Antes de concluir a entrevista, Erwin anunciou que deseja ser piloto de avião e, para isso, vai continuar seu curso de pilotagem. Quando se recuperar, o técnico reconheceu que vai seguir com seu trabalho. 
"Um dia, quero ir lá pra Chapecó, conhecer a cidade, porque, às vezes, eu sinto como se eu tivesse sido salvo por eles, como se eles estivessem dado suas vidas pela minha", admitiu, antes de concluir o depoimento ao Fantástico.

Redação Web
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