No Ceará, operação antidesmonte termina com 14 prefeitos afastados

Após 8 semanas de fiscalizações, o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) e o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) encerraram as atividades da operação antidesmonte nesta quarta-feira (20). Foram mais 80 processos instaurados lidando com irregularidades que fiscalizaram um montante de R$ 4,6 bilhões dos cofres públicos municipais.
De acordo com o MP/CE, quase 100% das denúncias foram analisadas e mais 80 servidores se envolveram diretamente nessa força-tarefa.
A operação antidesmonte teve o objetivo de evitar danos ao erário durante o período de transição nas Prefeituras após as eleições municipais. Foram entregues, em reunião na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, os relatórios das fiscalizações realizadas nos municípios de Barreira, Chorozinho, Guaraciaba do Norte, Hidrolândia, Jaguaruana e Ocara, totalizando, assim, 42 documentos.

14 prefeitos afastados
Segundo a coordenadora da Procuradoria dos Crimes Contra a Administração Pública (PROCAP), procuradora de Justiça Vanja Fontenele, seis prefeitos já foram afastados por ações criminais: em Itapajé, Tururu, Juazeiro do Norte, Quixadá, Caririaçu e Paramoti. Outros oito afastamentos foram oriundos de ações de improbidade administrativa: Mauriti, Mulungu, Martinópole, Baturité, Canindé, Missão Velha, Madalena e Nova Olinda.
“Já temos um número significativo de gestores municipais afastados por ilícitos encontrados durante a operação antidesmonte e, para isso, é importante reconhecer a parceria com o TCM nestes dois últimos anos. Pretendemos causar um impacto, tanto nos gestores, quanto na própria sociedade, pois esse controle é importante para o aprimoramento da cidadania. Deixamos um recado para os gestores que estão assumindo agora de que nós vamos fiscalizar para garantir que esses recursos sejam usados em favor do bem comum e da sociedade”, explica a coordenadora da PROCAP.

Diário do Nordeste
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