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Prefeito eleito de Morada Nova e ex-gerentes do BNB são alvos de operação da Polícia Federal

O prefeito recém-eleito do município de Morada Nova, José Vanderley Nogueira, conhecido como Wanderley Nogueira (PT), é o principal alvo da Operação Default, deflagrada pela Polícia Federal no Ceará e no Rio Grande do Norte na manhã desta sexta-feira (2). Além do político, ex-gerentes e ex-superintendentes do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e empresários compõem as dez pessoas intimadas a prestar esclarecimentos à PF.
Wanderley Nogueira é o sócio majoritário das três empresas que foram criadas nos anos de 2009 e 2010 e receberam financiamento do BNB superior a R$ 41 milhões, no total. São elas Wander Nogueira Serviços de Terraplanagem Limitada, JV Nogueira Combustível e Wander Motos Center Peças e Serviços de Motos Limitada.
O dinheiro recebido foi utilizado pelas três empresas para a compra de máquinários pesados, como tratores, caminhões e caçambas. Entretanto, as empresas fecharam e deram um "calote" no Banco, o que já era premeditado pelos golpistas, segundo a Polícia Federal.
Novas empresas foram abertas e receberam as máquinas sem nenhum gasto. "Essas empresas estão operando com aquele maquinário. As três empresas que obtiveram os financiamentos ficavam apenas com a dívida e o banco com o prejuízo financeiro. Enquanto os fraudadores obtiveram o lucro", resumiu o delegado da Polícia Federal responsável pela investigação, Cláudio Carvalho.

PF investiga se dinheiro foi utilizado em eleição
A PF investiga se o dinheiro obtido no empréstimo fraudulento também pode ter sido utilizado na campanha eleitoral de Wanderley Nogueira para prefeito de Morada Nova. O candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) foi eleito com 54,69% dos votos do município (24.888 votos).

Político e funcionários do BNB serão indiciados pela PF
Empresários que participaram do negócio e ex-gerentes e ex-superintendentes de agências do BNB que facilitaram o golpe também foram chamados para prestar esclarecimentos à PF e, assim como o político, serão indiciados pelo crime. "Não se pode precisar que as pessoas envolvidas sejam só essas", afirmou o delegado Cláudio Carvalho.
Os nomes dos empresários e dos funcionários do banco não foram divulgados.

Diário do Nordeste
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