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Tecnologia: pedidos pelo WhatsApp é o diferencial de vendedora de tapiocas

Dona Socorro é uma senhora simpática, simples e trabalhadora. Todos os dias, às 6h, já está com sua barraca de lanches montada em uma rua movimentada no bairro Triângulo, em Juazeiro do Norte. O local estratégico fica no entorno dos edifícios comerciais da região onde ela atende, pelo WhatsApp, os pedidos da clientela.

Tecnologia
O aplicativo para smartphones é um grande aliado da microempresária que trabalha sozinha na maior parte do tempo. Ela conta que após adotar a tecnologia para receber pedidos, o serviço ficou mais ágil, e o número de vendas aumentou. “Alguns condomínios não permitem que eu suba até os escritórios, então meus clientes fazem o pedido pelo WhatsApp e descem para buscar”, conta a vendedora.
Maria do Socorro Ribeiro dos Santos, 45, há três anos largou o emprego onde ganhava um salário mínimo e arriscou na lida como autônoma. Na infância, teve de trabalhar desde cedo e só pôde estudar depois de adulta, após criar duas filhas. Mesmo com certa limitação para ler e escrever, enxergou uma oportunidade de crescimento se valendo do aplicativo para impulsionar o seu negócio em tempos de crise. Começou vendendo salgados em uma bicicleta de carga, mas hoje se orgulha do seu carrinho de inox que comprou novo, à prestação.

Atendimento pra conquistar
O carro-chefe das vendas de dona Socorro é a tapioca. Os clientes chegam a todo momento e parecem já estar familiarizados com o cardápio, “tem freguês aqui que eu já sei decorado o que vai pedir”, conta. Ela vende, em média, 40 tapiocas em uma jornada de 6 horas de trabalho.
“Pode sentar, meu amor, vai querer o que? ”. Socorro diz que o segredo do seu negócio é o atendimento, “aqui eu trato todo mundo bem, por isso tudo que eu faço é um sucesso”, comenta. Um pedido especial de 300 tapiocas foi feito recentemente para abastecer um evento em uma universidade da região, “vou levar meu carrinho e cozinhar lá para o pessoal, vai ser bom”, ela diz satisfeita.

Metas
Entre as diversas mudanças que ocorreram em sua vida após o seu pequeno empreendimento, Dona Socorro está realizada por poder estabelecer o próprio horário de trabalho e faz questão de destacar uma de suas conquistas: a moto seminova que comprou para aposentar sua antiga bicicleta.
Apesar da origem simples e após ter concluído apenas o ensino fundamental, Maria do Socorro é um exemplo do espírito empreendedor, uma alternativa válida em tempos onde o comércio e os incentivos dos órgãos públicos, muitas vezes não são suficientes para fomentar o pequeno empresário. O próximo passo, ela diz, é focar os serviços nas entregas e concentrar todo o seu trabalho em casa, uma nova meta para 2017 traçada por quem enfrentou e venceu desafios para registrar, em CNPJ, o comércio que nasceu informal.

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