Diálogo será base em eventual vitória de senador cearense

O senador Eunício Oliveira (PMDB) caminha para conquistar a presidência do Senado Federal na próxima quarta-feira, 1º de fevereiro. O parlamentar conversou com o Jornal Diário do Nordeste e falou sobre o assunto. Acompanhe a entrevista divulgada na edição de hoje, 28, do periódico:

Quais são as suas principais propostas, caso seja eleito?
Eu sou homem público forjado no diálogo. Foi dessa forma que busquei construir minha carreira. O que espero fazer, caso seja eleito, é democratizar ainda mais o Senado. Democratizar a distribuição das relatorias, fazer a reabertura do diálogo com as instituições, reabrir o diálogo com a Câmara. Fazer uma pauta que não seja a do governo, mas a pauta da Casa.

Até o momento, seu único adversário é o senador José Medeiros (PSD-MT). O que o senhor avalia da disputa? Como é sua relação com ele?
É uma relação muito boa. Ele é suplente de Pedro Taques, que se elegeu governador do Mato Grosso. O José Medeiros é um jovem que tem procurado desempenhar bem seu papel político. Eu tenho uma relação muito próxima com ele. O senador, contudo, não conseguiu fechar consenso com o próprio partido, o PSD.

Em que a sua eventual eleição para comandar o Senado poderia contribuir para o Ceará?
Se eu chegar à Presidência do Senado, teremos muito mais forças para defender interesses do Brasil e, por consequência, a dos estados e nós continuaremos trabalhando pelas demandas do Ceará, como a questão da seca.

O senhor já foi ministro do ex-presidente Lula (PT). Como são suas relações hoje com os partidos que fazem oposição à gestão Temer?
O fato de ter nomes da oposição na Mesa Diretora não tira deles o direito de fazer oposição. Isso não significa adesão à base do presidente Temer. Isso não significa que eles têm de votar com o governo.

O senador defende a candidatura de Michel Temer ou de um outro nome do PMDB em 2018?
Todo partido político deseja ter um candidato a presidente, pode ser que em 2018 o presidente Temer concorra à reeleição ou que o PMDB aponte um outro nome, mas como estamos numa aliança, isso vai ser avaliado. O PMDB tem desejo de uma candidatura própria, mas num momento oportuno, lá na frente, podemos avaliar o apoio a um candidato de outro partido.

E quanto ao seu futuro político? O senhor pensa em concorrer a algum cargo eletivo, em 2018?
O que penso é em concorrer à presidência do Senado. 2018 ainda está muito longe.
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