Operação da PF amplia pressão para Cunha delatar

Deflagrada nessa sexta-feira (13) pela Polícia Federal, a Operação Cui Bono? ampliou a pressão para que o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB) faça um acordo de delação premiada. Com informações da Folha de S. Paulo.
A operação só foi possível devido ao conteúdo de mensagens apreendidas em um antigo celular do deputado cassado em que havia uma conversa com o ex-ministro da gestão Michel Temer, Geddel Vieira Lima (PMDB), braço direito do presidente. 
As tratativas entre os peemedebistas indicavam a possível obtenção de vantagens indevidas pelos investigados em troca da liberação para grandes empresas de créditos junto à Caixa Econômica Federal, o que pode indicar a prática dos crimes de corrupção, quadrilha e lavagem de dinheiro. Geddel à época era vice-presidente de Pessoa Jurídica do banco.
Nos bastidores, chegou-se à conclusão de que o teor das conversas divulgadas pela PF reforça a tese de que Cunha tem informações explosivas sobre negociatas que podem implicar grandes empresários, o governo Temer e o Congresso Nacional. 
Pessoas próximas ao ex-deputado não acreditam que ele tenha deixado informações tão importantes por simples descuido em um celular desativado, pois ele sempre foi estrategista. Por isso, há quem acredite que ele deixou as "pistas" para ampliar a necessidade de elucidar aos investigadores questões que dizem respeito à Lava Jato.
Políticos acreditam que, por causa de a PF ter esses detalhes em mão, Cunha vai se apressar para firmar um acordo de delação premiada para não ser carta fora do baralho e acabar amargando uma longa condenação pela Justiça.
Antigos aliados do peemedebista, dizem que, diante do cenário, Cunha pode levar adiante as ameaças que fez pouco antes de perder o mandato na Câmara e ser preso, em outubro. Um parlamentar disse que, se "ele fizer o que disse que ia fazer, vai sobrar pouco da República". As mensagens apreendidas trouxeram para o foco pelo menos três setores: o de frigoríficos, concessionárias de rodovias e imobiliário.

Redação Web
    Comente pelo Disqus
    Comente pelo Facebook
#Compartilhe