Pipeiros interditam CE 060 em Acopiara com pneus e caminhões

Mais um protesto de pipeiros (motoristas de caminhões pipa) é realizado no Interior do Ceará. Na manhã desta quinta-feira, 19, a manifestação ocorreu na CE 060 (Estrada do Algodão), no município de Acopiara, na região Centro-Sul do Ceará.
A rodovia foi interditada a partir das 8 horas, na localidade de Logradouro. Os pipeiros queimaram pneus na estrada e atravessaram caminhões. Só carros com pessoas doentes e ambulância têm trânsito livre. Cerca de 30 caminhões participaram do protesto.
O evento é contra o atraso no pagamento dos serviços de distribuição de água prestado pelos caminhões nas áreas rurais. Os organizadores da manifestação afirmam que a interdição da rodovia e o protesto vão permanecer até o meio-dia. 
A Operação Pipa é de responsabilidade do Exército Brasileiro. A manifestação visa sensibilizar o governo Federal, o Ministério da Integração Nacional e Exército Brasileiro para a necessidade do pagamento dos donos de carros-pipa.

“Desde setembro passado que não recebemos pagamento e o serviço de distribuição de água está suspenso”, disse o pipeiro, João Adail Vieira.
A Operação Carro-Pipa é subordinada ao Exército Brasileiro e de competência do Governo Federal. No fim de novembro, a expectativa do Exército era fechar 2016 com a destinação de R$ 1,06 bi, um incremento de 15,3% em relação aos R$ 920,8 mi de 2015.
Em 2017, os recursos devem ficar acima de R$ 1 bi. Até o fim do ano quase 900 municípios do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Bahia e norte de Minas Gerais eram atendidos pela Operação.
Em nota oficial enviada a imprensa, a 10ª Região Militar, do Exército Brasileiro, disse deverá pagar os débitos em atraso dos motoristas cadastrados na Operação Carro-Pipa na próxima semana.
A resposta da 10ª Região Militar foi enviada na última terça-feira (17), depois que os pipeiros promoveram um protesto na cidade de Banabuiú, Morada Nova e Limoeiro do Norte.
Revoltados com a situação eles bloquearam estradas nas cidades onde houve as manifestações.
A paralisação dos serviços de distribuição de água afeta as famílias que residem na zona rural que não dispõem de água para beber.

Diário do Nordeste
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