Estudantes criam pesquisa para o combate ao zika e concorrem a prêmio internacional

Após dois estudantes de uma escola pública do interior do Ceará identificarem uma proteína capaz de combater a proliferação do zika vírus no organismo, o trabalho científico foi selecionado para participar da maior feira internacional de pré-universitários, em Los Angeles, nos Estados Unidos. A reportagem é da Rádio Tribuna Band News FM.
A pesquisa de Gabriel Moura, de 19 anos e Myllena Crystina, de 17, moradores de Iracema, no interior do Ceará, seria mais um passo para a cura da doença, que está ligada aos casos de microcefalia em recém-nascidos de todo o país.
Gabriel explica que ao estudarem sobre a dengue tipo 2 e o zika, eles identificaram que os remédios disponíveis para minimizar os sintomas das doenças não agiam de forma conjunta para as duas enfermidades. E por isso foi preciso realizar alterações nos medicamentos.
“A gente percebeu que os fármacos da dengue não funcionam no zika, foi daí que a gente começou a trabalhar com a química computacional, onde a gente pegou uma molécula e começamos a modificar essa molécula de algumas formas. Depois disso a gente fez um teste com a proteína responsável pela proliferação do vírus no organismo. A gente ficou muito animado porque é uma possível esperança para a cura da doença”.
Todo o estudo pode servir como base para outros pesquisadores devido às poucas informações que ainda se tem sobre a doença.
A pesquisa, que começou no fim de 2015, foi selecionada para participar da Feira Internacional de Ciências e Engenharia, a Fair Intel Isef 2017, que acontece em maio, nos Estados Unidos. Os estudantes podem ganhar bolsas de estudos e financiamentos para continuar com o projeto.
No Ceará, de acordo com o boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde do Estado, desde o início do surto em 2015, 152 casos de microcefalia relacionados ao zika vírus foram confirmados.

Tribuna do Ceará
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