Procuradora sugere que embriaguez causou morte das vítimas da Boate Kiss

Em uma contestação a um pedido de indenização, uma procuradora da Justiça sugeriu que a embriaguez de algumas vítimas colaborou para o alto número de mortes no incêndio da Boate Kiss, tragédia que deixou 242 pessoas mortas em janeiro de 2013, em Santa Maria (RS).
O caso foi exposto pelo advogado responsável pela ação, Luiz Fernando Scherer Smaniotto, que publicou no Facebook um trecho do documento em que a procuradora faz a afirmação. Abaixo, o trecho:
"Apesar da comoção generalizada e do luto coletivo ocorridos com a tragédia da Boate Kiss, e mesmo podendo parecer insensível mencionar a possibilidade de ocorrência de culpa das próprias vítimas; não há como ignorar o fato de que diversas pessoas que estavam em frente ao palco, onde começou o incêncio, conseguiram sair do local; ao passo que outras tantas, que estavam muito mais próximas à porta de saída, não abandonaram o recinto. Certamente diferentes fatores contribuíram para esta diferença de condutas e desfechos, sendo, um deles, o estado de sobriedade ou de embriaguez de cada um dos frequentadores do estabelecimento, fato que deve ser bem analisado em cada caso concreto. Baseando-se em argumentos e fatos semelhantes, a jurisprudência dos Tribunais pátrios é uníssona no sentido de reconhecer a culpa recorrente nos casos de embriagues"
A indenização por danos morais foi solicitada pelo irmão de uma das vítimas e o advogado afirmou ser responsável por 40 processos deste tipo, seja de parentes de vítimas ou de sobreviventes do incêndio. A Procuradoria Geral do Município de Santa Maria  se manifestou posteriormente, afirmando que apenas partes isoladas da contestação foram divulgadas e que as "condutas adotadas foram opções técnicas feitas pelas chefias institucionais que geriam o Município na época".

Redação Web
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