Com chuvas fortes, aumenta o risco de contaminação por leptospirose

A Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa/CE) emitiu, nesta quarta-feira (29), um alerta sobre o possível aumento de casos de leptospirose no Estado. A doença transmitida por meio da urina de roedores pode tornar-se epidêmica em períodos chuvosos.
Em 2016, foram registrados 48 casos com 11 mortes. Já neste ano, um caso já foi confirmado em Fortaleza. A Sesa indica que profissionais de saúde que se mantenham sensíveis na identificação de casos da doença e busquem orientar pessoas quanto às medidas de prevenção, controle e vigilância da doença.
Na série histórica do Ministério da Saúde, que vai de 1975 a 2015, o Ceará aparece como o 2º estado do Nordeste com maior número de infecções com 767 casos. No topo da lista do estados brasileiros está São Paulo que registrou 6.882 casos de leptospirose.

Contaminação e prevenção
De acordo com a Secretaria, a leptospirose propaga-se principalmente em áreas metropolitanas onde ocorrem alagamentos e que possuem saneamento inadequado e com alta infestação de roedores infectados, ou seja, em períodos de fortes chuvas, é necessário redobrar os cuidados para evitar surtos da doença.
Para evitar a infestação de roedores, principalmente os ratos, e assim a prevenção de contaminações, é importante evitar o acúmulo de lixo. Em áreas de maior risco, o Governo tem realizado a “anti-ratização”, que é uma forma de impedir a proliferação de de animais transmissores da leptospirose usando medidas como alocação de ratoeiras, raticidas e até mesmo o uso de medidas biológicas, como o uso de outros animais predadores.

Sintomas
A doença apresenta duas fases: a precoce, que se caracteriza por febre acompanhada de dor de cabeça, dores musculares, náuseas e vômitos; e a tardia, quando o enfermo apresenta icterícia, insuficiência renal e hemorragia, mais comumente pulmonar.

Diário do Nordeste
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