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Os 50 anos do FGTS e a música Cidadão de Zé Gerardo

O Governo Federal está exaltando, em propaganda oficial, os 50 anos de criação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Ele diz que os recursos do Fundo, que são dos trabalhadores brasileiros, depositados pelas empresas de acordo com os salários que elas pagam aos seus respectivos empregados.
Os recursos, segundo o Governo, estão financiando saneamento básico, construções de imóveis e outras importantes obras de infraestrutura para o País, mas não faz qualquer referência ao baixo rendimento dos depósitos em favor dos trabalhadores, esquecendo que do saneamento feito a maioria dos trabalhadores brasileiros não se beneficia, idem em relação as construções de moradias, a não ser a de mais baixo custo.
A propaganda oficial do Governo com relação ao FGTS faz muitos brasileiros lembrarem da música Cidadão, do compositor Zé Gerardo, quando ela fala do trabalhador que ajuda a construir os grandes edifícios  e sequer pode admirá-lo de perto sem ser confundido com um marginal.

Leia a letra da música Cidadão de Zé Gerardo:
Tá vendo aquele edifício moço?
Ajudei a levantar
Foi um tempo de aflição
Eram quatro condução
Duas pra ir, duas pra voltar
Hoje depois dele pronto
Olho pra cima e fico tonto
Mas me chega um cidadão
E me diz desconfiado, tu tá aí admirado
Ou tá querendo roubar?
Meu domingo tá perdido
Vou pra casa entristecido
Dá vontade de beber
E pra aumentar o meu tédio
Eu nem posso olhar pro prédio
Que eu ajudei a fazer
Tá vendo aquele colégio moço?
Eu também trabalhei lá
Lá eu quase me arrebento
Pus a massa fiz cimento
Ajudei a rebocar
Minha filha inocente
Vem pra mim toda contente
Pai vou me matricular
Mas me diz um cidadão
Criança de pé no chão
Aqui não pode estudar
Esta dor doeu mais forte
Por que que eu deixei o norte
Eu me pus a me dizer
Lá a seca castigava mas o pouco que eu plantava
Tinha direito a comer
Tá vendo aquela igreja moço?
Onde o padre diz amém
Pus o sino e o badalo
Enchi minha mão de calo
Lá eu trabalhei também
Lá sim valeu a pena
Tem quermesse, tem novena
E o padre me deixa entrar
Foi lá que cristo me disse
Rapaz deixe de tolice
Não se deixe amedrontar
Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar
Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar
Edison Silva 
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