Capitais têm ruas bloqueadas, confrontos e clima de feriado

As principais capitais do País viveram clima de feriado nesta sexta-feira (28) com a greve geral convocada pelas centrais sindicais. Com ruas bloqueadas por manifestantes, parte do comércio fechada e ônibus sem circular, muitos trabalhadores não saíram de casa.
A paralisação dos ônibus foi total em capitais como Curitiba, Salvador e Recife e parcial no Rio e em Belo Horizonte. O metrô funcionou na maioria das cidades. Lojas ficaram fechadas nas regiões centrais do Rio, Salvador e Fortaleza. Em Curitiba, o comércio começou a abrir a partir do final da manhã. Bancos também ficaram fechados, incluindo a área destinada aos caixas eletrônicos em algumas agências.
O shoppings funcionaram normalmente, mas as lojas passaram a maior parte do dia vazias por falta de clientes.

Vias
Os bloqueios em estradas e avenidas causaram congestionamentos no início da manhã. Em Salvador, motoristas trafegaram na contramão na avenida Antônio Carlos Magalhães, uma das mais movimentadas da cidade, para fugir dos engarrafamentos. Em São Paulo, o trânsito que chegou a registrar 85 km de filas pela manhã, acima da média para o horário, caiu e, no início da tarde, era de apenas 1 km, quando a média é de 40 km. Os ônibus também não funcionaram pela manhã. O metrô e os trens, que estavam paralisados, aos poucos, voltam ao normal.
Em Porto Alegre, as paradas de ônibus ficaram completamente vazias e quase não havia pedestres nas calçadas. A prefeitura autorizou que vans escolares transitassem no corredor de ônibus para transportar passageiros ao custo de R$ 5.
Os aeroportos funcionaram normalmente, com alguns voos atrasados. Já os ônibus intermunicipais e interestaduais ficaram nas garagens em algumas capitais como Salvador. Na capital baiana, aliás, onde 540 ônibus saem da rodoviária todos os dias, apenas três deles deixaram a cidade às 6h, antes do início dos protestos.
O mesmo aconteceu na capital gaúcha. Gilberto Machado, 34, precisou devolver a passagem de R$ 14 que comprou para ir a Novo Hamburgo, na região metropolitana. Como alternativa, Machado conseguiu uma carona.

Confrontos
Os bloqueios resultaram em confrontos em algumas capitais. Em Natal, um homem tentou furar um bloqueio na rodovia BR-406 e atirou contra os manifestantes. Um advogado foi atingido com tiros na perna, foi socorrido e passa bem.
Em Salvador, onde sindicalistas bloquearam uma avenida que abriga shoppings, torres comerciais e a rodoviária da cidade, manifestantes entraram em confronto com motoristas e mototaxistas. Os sindicalistas tentaram impedir a circulação dos mototáxis, que serviam de alternativa de transporte com a greve dos rodoviários, mas os mototaxistas reagiram com pedaços de madeira nas mãos. Também houve conflito com seguranças após manifestantes queimarem pneus na passarela que dá acesso a uma estação de metrô, que funcionou normalmente nesta sexta.
No Rio, no início da manhã, houve uma briga no saguão do aeroporto Santos Dumont entre taxistas e manifestantes. Mais tarde, a polícia reprimiu, com balas de borracha, manifestantes da CUT (Central Única dos Trabalhadores) que bloqueavam a via de acesso ao aeroporto Santos Dumont. O ato continuou dentro do saguão até as 11h.

Folhapress
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