Conselho de Ética pune com advertência Jean Wyllys por cuspe em Bolsonaro

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados resolveu nesta quarta-feira, 5, punir o deputado Jean Wylys (Psol-RJ) por ter cuspido em Jair Bolsonaro (PSC-RJ) durante votação do impeachment de Dilma Rousseff, em abril de 2016. A sanção aprovada, no entanto, foi apenas de uma advertência por escrito.
Na peça inicial, o relator do caso no Conselho, Ricardo Izar (PP-SP), havia pedido a suspensão do mandato do deputado por até quatro meses. Após protestos do Psol, ele reduziu a suspensão para trinta dias. Ele acusava o deputado de ação "torpe" que comprometia a imagem do Congresso.
O relatório com a suspensão, no entanto, foi rejeitado por 9 votos contra quatro. Proposta por Júlio Delgado (PSB-MG), a censura escrita foi aprovada por 13 votos a zero. O deputado ainda pode recorrer da decisão no plenário da Câmara. Caso opte por aceitar a advertência, o documento será lido no plenário do Legislativo por Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Voto e cuspe
O cuspe de Jean Wyllys ocorreu momentos após o deputado proferir seu voto contrário ao impeachment. Após descer o púpito da Câmara, o parlamentar saiu em direção a Bolsonaro e cuspiu em sua direção. Em sua defesa, Wyllys, que é homossexual assumido, disse ter sido vítima de reiteradas provocações homofóbicas da bancada do PSC.
Bolsonaro também respondeu ao Conselho de Ética por atitudes suas no dia do impeachment. Na ocasião, o parlamentar foi acusado de apologia ao crime após elogiar, em seu voto, o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, primeiro torturador oficialmente reconhecido pela Justiça brasileira. Bolsonaro, no entanto, foi absolvido.

Redação Web
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