Greve em Fortaleza afeta ônibus, comércio e mobiliza categorias contra reformas

Ônibus parados, barricadas e muita gente na rua, seja protestando ou mesmo tendo que completar seu trajeto a pé. A manhã de manifestações em torno do dia de Greve Geral no Ceará  mobilizou diversas categorias no Ceará, nesta sexta-feira (28).
Logo nas primeiras horas da manhã, coletivos tiveram pneus furados em pontos de Fortaleza como nas avenidas Mister Hull e Carapinima. Passageiros que estavam nos ônibus foram obrigados a descer e ir até seu destino a pé ou por meio de táxis ou serviços como Uber, que, nesta sexta, não registrou tarifas tão altas.
Vários pontos de Fortaleza foram bloqueados, mesmo com o fluxo menor do que o normal. Com o passar das horas, outras categorias além do rodoviários foram aderindo ao movimento.
Agentes da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC), servidores Autarquia de Paisagismo e Urbanismo de Fortaleza (URBFor), Agentes de Combate à Endemias e Agentes de Saúde também aderiram à paralisação.
Tais categorias participaram de ato com concentração às 8h no Paço Municipal. Os servidores municipais e estaduais são contra as propostas de reformas da Previdência e Trabalhista. Após os protestos descentralizados, todos os profissionais reuniram-se na Praça da Bandeira e também na Praça do Ferreira, ambas no Centro.
O dia de Greve Geral teve depredação de materiais e a agressão contra um engenheiro que trabalhava em uma obra localizada no bairro Aldeota. De acordo com uma das vítimas, cerca de 50 homens participaram da ação.

Interior e RMF
Houve também protesto no Interior do estado.  Pelo menos em 6 trechos de rodovias federais foram interditadas. Na BR-222, que compreende a avenida Mister Hull, pneus foram queimados impedindo o fluxo de veículos entre Caucaia e Fortaleza. 
Ao todo, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), cerca de 500 estiveram presentes nos atos. Já no início da tarde, todas as vias bloqueadas foram liberadas pela população, conforme a PRF.

Normalidade
Por volta das 13h, o Sindiônibus e as empresas de transporte coletivo da Região Metropolitana afirmaram que a circulação de coletivos estava sendo normalizada, mesmo com ônibus tendo sofrido danos como pneus secos e furados.
“Mesmo com algumas deficiências e dificuldades estamos cumprindo a nossa missão de transportar a população. As equipes de profissionais das empresas e do Sindiônibus, cientes do seus papéis, desde a madrugada de hoje, enfrentaram as dificuldades impostas pelos manifestantes e conseguiram colocar os ônibus em operação nas ruas da cidade”, disse o Sindiônibus em nota.
O Sindicato afirmou que ainda não possui um balanço dos danos provocados pelas ações dos manifestantes. “Asseguramos que temos problemas pontuais e localizados que provocam desconforto e prejudicam a normalidade do tráfego, mas as nossas equipes estão agindo de imediato para implementar alternativas e manter a oferta do serviço”, informa.

Diário do Nordeste
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