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Após governo anunciar Exército, ministro do STF se diz preocupado e deputados se agridem

Após o presidente Michel Temer decretar o uso das Forças Armadas para a garantia da lei e ordem em Brasília, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello se disse preocupado com o contexto.
"Presidente, voto um pouco preocupado com o contexto e eu espero que a notícia não seja verdadeira. O chefe do poder Executivo teria editado um decreto autorizando o uso das Forças Armadas do Distrito Federal no período de 24 a 31 de maio", disse o ministro Marco Aurélio em sessão do STF. O tribunal vota uma questão tributária nesta quarta (24).
Enquanto isso, na Câmara, deputados da base e da oposição se agrediram fisicamente durante sessão. A tensão atingiu momentos dramáticos depois que chegou a informação aos parlamentares da oposição de que o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), havia solicitado ação das Forças Armadas para reforçar a segurança. Parlamentares da oposição imediatamente cobraram de Maia, que presidia uma sessão já marcada por grande tumulto e desordem, uma posição oficial. 

Diante da resposta afirmativa do presidente da Câmara de que havia pedido apoio "apenas" da Força Nacional, o plenário incendiou com os parlamentares aos gritos, lembraram que o ato marcava um momento histórico triste para Nação que não acontecia desde a redemocratização do País. 
O estopim para o plenário virar campo de batalha foi a declaração do ministro da Defesa, Raul Jungmann, de que a decisão do presidente Michel Temer de decretar uma ação de Garantia da Lei e da Ordem, com uso de tropas federais, foi tomada após solicitação de Rodrigo Maia por causa da violência dos manifestantes na Esplanada do Ministérios.
Maia, então, deixou o plenário para se reunir com os líderes, mas teve que retornar pouco tempo depois porque deputados da oposição e da base de apoio ao presidente Michel Temer começaram a trocar socos e empurrões. Ele teve que voltar para dar mais explicações e tentar acalmar os ânimos. Acabou suspendendo a sessão.
Mais cedo, alguns deputados ocuparam a Mesa Diretora, assim que Maia deixou o comando da sessão. Eles gritavam "fora, Temer!" e "Diretas já!". Governistas revidaram com "Lula na cadeia". Em determinado momento, foi aberta diante da mesa uma faixa onde se lia "#FORATEMER". O deputado Mauro Pereira (PMDB-RS) arrancou a faixa, dando início a um pequeno tumulto. Deputados chegaram a se empurrar.

Folhapress
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