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Casal que faturava mais de R$ 1 milhão por ano com transações fraudulentas é preso em Quixadá

Equipes da Polícia Civil de Quixadá, Quixeramobim e Banabuiú realizaram, na manhã desta quinta-feira (25), a segunda fase da “Operação Ostentação”, iniciada havia uma semana em Quixadá, distante 167Km de Fortaleza. Quatro pessoas foram presas. Dentre os detidos está o casal apontado pela Polícia como mentor do esquema criminoso e mais dois homens, comparsas intermediários das transações fraudulentas realizadas pelo grupo de estelionatários.
Os delegados Marcus Vinicius Damasceno, de Quixadá, André Firmino, de Quixeramobim e Cláudio Martins, de Banabuiú, junto com as equipes de policiais das três delegacias, cumpriram mandados de busca e de prisão em vários pontos de Quixadá. Foram presos o casal Marcílio Jorge da Silva Cavalcante, 39 anos, conhecido como Marcílio Voa Dois,  e Marillianny Patrício Nobre, 30 e ainda Jone Kello da Silveira Lemos, 29 e Osmildo Pereira Brito Neto, 27.  
Quando cumpriram a Ordem Judicial na casa de Marcílio Voa Dois, como é conhecido o suspeito dos golpes bancários, os policiais ficaram surpresos com o luxo do imóvel, inclusive com ar-condicionado até nos banheiros da piscina. Na garagem, foram apreendidos três veículos. Uma Hilux SW4, um Fiat Punto, ambos com adesivos de uma loja do casal, um HB20 da Hyundai e uma motocicleta Honda Biz. Cheques foram encontrados dentro de dois cofres, escondidos atrás de quadros. 


Pelos levantamentos realizados nas investigações, a Polícia Civil estima movimentação financeira fraudulenta do casal superior a R$ 1 milhão por ano. As suspeitas são de que eles vinham agindo desde 2010. Somente uma das vítimas, uma aposentada do Rio de Janeiro, transferiu para o grupo criminoso R$ 460 mil. Esse golpe ocorreu em 2014, explicou o delegado. 
O período dos golpes ainda não foi levantado precisamente, mas era o mesmo utilizado por outro suspeito de estelionato, Rafael Ferreira Vieira, vulgo “Rafael Galinha”, preso na semana passada. Entretanto, o casal era quem comandava o núcleo criminoso. “Rafael Galinha” era um dos braços desse grupo. Agora todos estão presos, acrescentou Marcus Vinicius. 
Quanto ao patrimônio, o casal alegou à Polícia que todos os bens constam no Imposto de Renda.

Diário do Nordeste
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