Governo do Estado não descarta racionamento

A tarifa de contingência deve continuar a valer no segundo semestre deste ano. Segundo o governador Camilo Santana, a medida foi benéfica desde a aplicação em dezembro de 2015. Apesar da afirmação, segundo levantamento da Secretaria de Recursos Hídricos (SRH), da meta de 20%, o Estado conseguiu atingir 16,5% desde a implementação da medida no plano de segurança hídrica no ano passado. O gestor também não descartou a possibilidade de um racionamento de água no segundo semestre para garantir a segurança hídrica do Estado.
Camilo Santana esteve ontem no Sistema Verdes Mares (SVM) e concedeu entrevista ao programa do radialista Paulo Oliveira. O governador explanou sobre as ações que podem ser intensificadas no segundo semestre para reduzir o consumo de água no Ceará. O racionamento não é a primeira alternativa, mas segue no plano devido ao inverno "razoável", segundo ele. O gestor ainda explicou que a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) aguarda precipitações para os meses de maio e junho deste ano, mas que, ao mesmo tempo, estuda intervenções a serem feitas até o fim do ano. Até o dia de ontem, segundo a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), o nível médio dos 153 açudes monitorados pelo órgão é de 12,6%.
"Nós vamos trabalhar até o último momento para evitar qualquer tipo de transtorno para a população. Repito: não que o racionamento não seja uma medida que possa ser usada. Ela é aquela que traz mais prejuízos à população. O retorno disso às vezes é muito pequeno", declarou Camilo Santana.

Diário do Nordeste
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