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Parlamentares já apresentaram três pedidos de impeachment de Temer

O escândalo envolvendo Michel Temer já motivou pedidos de impeachment e pressões de parlamentares pela renúncia do presidente.
O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) protocolou um pedido de impeachment com base na denúncia divulgada pelo jornal "O Globo".
O terceiro-secretário da Câmara, o deputado João Henrique Holanda Caldas (PSB-AL), também fez o mesmo citando crime de responsabilidade. Na Câmara, já havia outro pedido de impeachment contra Temer aberto por ordem do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, em abril.
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) divulgou um vídeo afirmando que também vai protocolar já nesta quinta-feira um pedido de impeachment.
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), afirmou, ontem, que avaliará a possibilidade de pautar nos próximos dias a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê eleições diretas para Presidência da República, caso Temer seja cassado ou renuncie.
A oposição no Senado se reuniu logo após a notícia. Os senadores montaram um plano de ação que consiste em um pedido de impeachment e pressão pela renúncia do presidente e pela paralisação da análise das reformas do governo no Congresso.
"Ele tem que renunciar ao mandato de imediato e o Brasil precisa de uma convocação de eleições diretas. É a única maneira que temos de pacificar o País e resolver o que estamos vivendo", afirmou Gleisi Hoffmann (PT-PR), líder do PT no Senado.
A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) afirmou que não é possível seguir com a pauta de votações do Congresso, que está focado na aprovação das reformas do governo Temer. "Diante da gravidade dos fatos, entendemos que é impossível continuar com a pauta".
O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que já está em contato com parlamentares da base do governo para buscar apoio para a antecipação das eleições para outubro de 2017.
O senador Roberto Requião (PMDB-PR) divulgou um vídeo no qual afirma que a única saída para o País é a eleição direta em todos os níveis.
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