5 mil inquéritos estão parados nas delegacias do Ceará por falta de policiais civis

Os criminosos estão cada vez mais audaciosos e nem mesmo as câmeras de segurança têm inibido a prática da violência. De acordo com o Sindicato dos Policiais Civis do Ceará, isso acontece porque há falhas nas investigações.
Alguns criminosos até tentam dificultar a identificação, com o uso de capacete, mas outros chegam de cara limpa, em plena luz do dia. Foi assim, em maio, quando uma quadrilha mata um policial, em uma tentativa de assalto com refém a uma empresa de ônibus. A polícia identificou todos os seis bandidos por conta das imagens.
Em quase todos os bairros em Fortaleza, há um circuito de câmeras de segurança, seja nas ruas, nas residências ou nas empresas. Hoje, o maior problema, de acordo com o Sindicato dos Policiais Civis do Ceará (Sinpol), não é a falta de provas que são fornecidas através das imagens e, sim, as falhas nas investigações.
“A polícia investigativa no Ceará, por não ter efetivo, não vai atrás de localizar, de prender, de pedir uma prisão preventiva, de colocar efetivamente na cadeia esses bandidos”, afirma o presidente do Sinpol, Francisco Lucas.
Atualmente, mais de 5 mil inquéritos estão parados nas delegacias por falta de investigadores da Polícia Civil. “O governador chamou o que seria a primeira turma, parcelou em três chamadas, teve acréscimo no efetivo. Todavia, o número de policias que pediram exoneração ou aposentadoria acaba que zerou esse processo”, conclui o presidente.

Tribuna do Ceará
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