AO VIVO: acompanhe a sessão no TSE que decidirá julgamento da chapa Dilma-Temer

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve concluir, nesta sexta-feira (9), o julgamento da chapa Dilma-Temer. O relator Herman Benjamim deverá concluir o voto iniciado ontem. Em seguida, os demais ministros votarão. A estimativa é que a sessão seja interrompida ao meio-dia e retorne às 14h. Caso o tempo reservado para esta sexta não seja suficiente, haverá nova sessão no sábado, a partir das 9h.

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Segundo Herman, houve abuso de poder político e econômico da chapa, visto que a campanha que elegeu Dilma presidente e Temer vice, em 2014, foi abastecida por dinheiro desviado da Petrobras. "Há provas sobre recebimento de recursos ilícitos por práticas corruptas da Petrobras", disse o ministro.
A tese de Herman é a de que os políticos tinham ciência de que suas campanhas eram abastecidas por dinheiro ilícito e que, por isso, precisam ser punidos.
Com auxílio de tabelas e documentos projetados no telão do plenário do Tribunal Superior Eleitoral, o relator afirmou que a campanha Dilma-Temer foi a que mais recebeu recursos de empreiteiras que tinham esquema com a Petrobras, entre elas UTC, OAS, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, e que, por isso, os dois disputaram o pleito daquele ano com "muito mais vantagem" que os demais candidatos.
De acordo com o ministro, na petição inicial protocolada pelo PSDB em 2014 para pedir a cassação da chapa vitoriosa, a coligação liderada pelos tucanos apresentou como causa de abuso de poder político e econômico justamente o financiamento da campanha por recursos de empreiteiras ligadas à Petrobras.

Placar sinalizado: 4 a 3
O longo voto de Herman foi antecedido pela discussão sobre os depoimentos dos delatores serem tratados com o mérito da ação, como queria o relator, ou como preliminares simples, como era a vontade do presidente do TSE e das defesas de Dilma e Temer. Apesar de não ter havido uma votação oficial sobre o tema, os sete ministros se posicionaram, projetando um placar hipotético, que pode ser modificado, de 4 votos a 3 pela exclusão da Odebrecht e, provavelmente, pela absolvição da chapa.
Ao lado de Herman Benjamin ficaram os ministros Luiz Fux e Rosa Weber. Com Gilmar, estavam Admar Gonzaga, Napoleão Nunes Maia Filho e Tarcisio Vieira. A expectativa é de que esse placar se repita hoje, quando deve terminar o julgamento, com a absolvição da chapa.
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