Chapa Dilma-Temer: relator vê calote de campanha a João Santana e Mônica Moura após Lava-Jato

O relator Herman Benjamin, do julgamento chapa Dilma-Temer no TSE, reproduziu nesta sexta (9) trechos do depoimento de Mônica Moura, mulher do marqueteiro de João Santana, sobre o pagamento de caixa dois durante a campanha de 2014. Moura contou ao ministro que o casal cobrou R$ 105 milhões pelos serviços de marketing eleitoral naquela ocasião.
Desse valor, R$ 70 milhões pagos legalmente e R$ 35 milhões, não contabilizados, acertados com o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Porém, os pagamentos aconteceram até novembro de 2014, segundo a empresária. Era comum que as dívidas fossem liquidadas ao longo do ano seguinte, e a escalada da Operação Lava-Jato fez com que as transferências forem suspensas. "A rigor, eles levaram calote", disse Benjamin.

Muralha da China
O ministro Herman Benjamin volta a citar a expressão "Muralha da China" para definir a proteção e a segurança com que a Odebrecht gerenciava seus pagamentos ilegais. Ele disse que a "muralha" só foi desguarnecida uma única vez, quando Mônica Moura, mulher do marqueteiro João Santana, foi cobrar pagamentos pessoalmente em um escritório.
A partir daí, foi revelado qual era o apelido dela nos repasses: "Feira", até então conhecido por poucos executivos da empreiteira. O apelido se tornou prova em ordem de prisão contra o casal na Lava-Jato, no início de 2016.

Folhapress
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