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Cidades que atingirem bons resultados no combate ao Aedes aegypti receberão incentivos de R$ 10 milhões

Municípios do Ceará que atenderem a critérios para melhorar resultados no enfrentamento ao Aedes aegypti e arboviroses (dengue, zika e chikungunya) terão R$ 10 milhões em incentivo concedido pelo Governo do Estado. O incentivo foi anunciado pelo governador Camilo Santana na manhã desta segunda-feira (12) durante o lançamento de ações de combate ao mosquito.
Segundo Camilo, a iniciativa será para cidades que cumprirem todos os critérios descritos na execução de ações previstas de julho a dezembro de 2017. O estímulo às gestões municipais nas ações de enfrentamento ao mosquito, a redução da incidência das arboviroses, a prevenção à ocorrência de casos graves e a ampliação da cobertura de visita domiciliar para melhorar a qualidade dos dados de infestação vetorial estão entre os objetivos do governo.
Ainda de acordo com Camilo outras medidas como a teleconsultoria para arboviroses, a contratação de equipes para investigação de casos graves e formas atípicas de chikungunya e capacitação de agentes de endemias também serão anunciadas.

Mortes em decorrência de chikungunya
Já chega a 26 o número de pessoas mortas em decorrência de chikungunya no Ceará, sendo 13 do sexo masculino e 13 do sexo feminino. As vítimas registradas tinham entre 10 e 92 anos de idade e eram residentes dos municípios de Fortaleza (20), Caucaia (3), Beberibe (1), Pacajus (1) e Senador Pompeu (1). As informações foram divulgadas na tarde desta sexta-feira (9), por meio do boletim epidemiológico da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa).
No total, foram notificados 71.491 casos de chikungunya no Ceará em 2017, dos quais 30.627 foram confirmados. Há predominância de infecções ocorre no sexo feminino e em pessoas com idade entre 20 e 59 anos. A atual taxa de incidência da enfermidade é de 797,6 casos para cada 100 mil habitantes.
Só em Fortaleza, são 20.864 confirmações de chikungunya, o que corresponde a quase 70% do total de casos. Em relação ao controle do transmissor dos vírus da chikungunya, dengue e zika, o Aedes aegypti, a capital cearense configura-se em situação de média infestação predial, ou seja, a relação entre o número de imóveis onde foram encontradas larvas do mosquito e o montante total de residências pesquisadas. No Ceará, há 41 municípios têm alta infestação predial do transmissor.

Dengue
No que diz respeito à dengue, o Ceará notificou nesse ano 46.980 casos, dos quais 10.714 foram confirmados. Foram registrados também 63 ocorrências de dengue com sinais de alarme e outros dez de dengue grave, dos quais oito resultaram em óbito dos pacientes. Foram cinco mulheres e três homens, residentes nos municípios de Fortaleza (4), Itapajé (1), Maracanaú (1), Paracuru (1) e Tabuleiro do Norte (1).
Com uma taxa de incidência de 524,1 casos para cada 100 mil habitantes, o que também caracteriza o cenário epidêmico, as suspeitas da doença já chegaram a 180 dos 184 municípios cearenses.

Zika
A Zika, por sua vez, notificou 2.171 casos suspeitos em 2017. Até o momento, 331 foram confirmados e outros 758, descartados. Do total de casos confirmados, 18 foram comprovados em gestantes, nos municípios Brejo Santo, Caucaia, Icó, Independência, Fortaleza, Maracanaú, Horizonte, Crateús e Uruoca.

G1 CE
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