Criminoso monitorado por tornozeleira é preso

Já condenado por porte ilegal de arma, tráfico de drogas e receptação, Francisco Glaudemir Silva Moura, de 29 anos, foi preso, ontem, burlando o sistema de monitoramento da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus). Ele usava uma tornozeleira eletrônica, mas conseguia interromper o sinal do equipamento envolvendo-o com papel alumínio. Conforme testemunhas, o acusado participava de uma série de assaltos a residências na Capital quando foi flagrado.
Para circular além do perímetro estipulado pela Justiça, Moura cobria a tornozeleira eletrônica com papel alumínio e isto prejudicava a comunicação com o sinal de monitoramento. Francisco Glaudemir foi descoberto por agentes da Guarda Municipal de Fortaleza (GMF), durante um patrulhamento de rotina.
O criminoso foi surpreendido dentro de um veículo Polo, cor preta, estacionado em uma ciclofaixa, no bairro Bonsucesso. De início, os guardas o abordaram na tentativa de fazer o auto de infração, mas ele fugiu.
Em entrevista à TV Diário, o guarda municipal Araújo contou que a equipe perseguiu o veículo de Moura e mais à frente ele se entregou. O agente se disse surpreso quando percebeu que o motorista usava uma tornozeleira eletrônica.
"A população acenou dizendo que ele estava estacionado dando suporte ao assalto a uma residência", contou o guarda. Sob suspeita de participação no crime, Moura foi levado ao 10ºDP (Antônio Bezerra).
De acordo com o delegado Jesuíta Barbosa Filho, Francisco Glaudemir foi reconhecido por um idoso, vítima de um de seus assaltos. "Ele tinha levado pertences de um casal e foi reconhecido por testemunhas. A tornozeleira foi recolhida e vamos avisar ao setor de monitoramento da Sejus. Ele foi autuado em flagrante por assalto e associação criminosa", disse o delegado.

Versão
Na Delegacia, Moura nega que tenha participado de assaltos. Ele diz que estava no veículo, emprestado por um vizinho, com a finalidade de transportar passageiros e que só havia fugido dos guardas municipais por não ter carteira de habilitação. Ele ainda acrescenta que só utilizava papel alumínio na tornozeleira para trafegar livremente pela cidade e conseguir se sustentar financeiramente como motorista particular.
Em nota, a Sejus afirmou que o bloqueio de sinal da tornozeleira eletrônica já havia sido identificado pelo sistema de monitoramento. Segundo a Pasta, as medidas cabíveis para localizar o monitorado estavam sendo adotadas. A Secretaria acrescenta que Francisco Glaudemir já tinha um histórico de violações, e o juiz responsável pelo processo foi informado.

Diário do Nordeste
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