Deputados cearenses dizem que Parada Gay “renega a Deus”

A 18ª edição da Parada Pela Diversidade Sexual de Fortaleza foi o tema de debate do Conjunturas desta sexta-feira (23). O deputado federal Cabo Sabino (PR), o estadual Carlos Matos (PSDB) e o vereador de Fortaleza Guilherme Sampaio (PT) protagonizaram debate acirrado sobre orientação sexual e cunho político do evento. O quadro vai ao ar segunda, quarta e sexta, pela manhã, no Tribuna BandNews 1ª edição.
O vereador Guilherme Sampaio apresentou o evento e pontuou que, ao longo de 18 anos, a Parada Gay se tornou “o principal instrumento de visibilidade da causa”. Ele também lembrou o assassinato brutal da travesti Dandara dos Santos, em fevereiro de 2017, e de Érika Isidoro, também vítima de violência brutal contra travestis.
Segundo o parlamentar, além de defender o fim da violência contra LGBTs, o evento terá cunho político contra o presidente Michel Temer (PMDB).
Já o deputado Carlos Matos disse que “geralmente os partidos de esquerda se aproveitam desses grupo para fazer escada, conquistar votos”. “Eles querem politizar e se vitimar para poder ter maior simpatia da sociedade. Me preocupa que isso é uma ideologia contra a pessoa humana”, disse o tucano.
Matos pontuou que a violência é inadmissível e que a liberdade de expressão tem de ser assegurada. Para ele, a violência “está escandalizando o País” porque falta orientação religiosa.
“As pessoas não conhecem Deus, negam a Deus, querem ser Deus, querem mudar o próprio sexo. Quem é homem diz que é mulher, quem é mulher diz que quer ser homem. Ao desrespeitar a si mesmo e ao não se compreender como a riqueza da pessoa humana que se é se tornam violentas, destroem a família, destroem tudo”, disse o deputado.
Cabo Sabino afirmou que não há a mesma adesão das pessoas quando se convoca passeatas contra violência. “Fala-se em perto de 1 milhão de pessoas a expectativa, isso para uma parada GLBT, mas quando vamos para uma caminhada pela paz, pelo fim da violência, dá 500 pessoas. As pessoas gostam de festa”, disse.
O deputado federal disse que a violência não pode ser tolerada contra ninguém e, se há o que se chama “GLBTfobia”, também deve-se falar em “policialfobia”, diante das mortes dos profissionais da segurança pública no País. Sabino também fez referências à Bíblia para criticar pessoas que mudam de sexo e quem as apoia.
“Nunca ouvi tanto atraso juntos, nem o Papa Francisco está tão atrasado quanto vocês, primeiro que a Parada LGBT não é uma festa, deputado, é um ato político. O senhor acha que essas pessoas não vão para a rua denunciar a violência?”, rebateu Guilherme.

Tribuna do Ceará
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