Ex-assessor de Temer, Rocha Loures se cala na PF

Rodrigo Rocha Loures, ex-deputado (PMDB/PR) e ex-assessor especial do presidente Michel Temer, escolheu o silêncio como estratégia em seu primeiro depoimento à Polícia Federal. Nesta sexta-feira, 9, O 'homem da mala' foi interrogado pela PF, mas preferiu ficar calado. Não respondeu nenhuma pergunta dos federais no inquérito da Operação Patmos, que mira Temer e ele próprio.
Loures foi preso sábado, 3, por ordem do ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal.
O ex-assessor de Temer foi flagrado na noite de 28 de abril correndo por uma rua dos Jardins, em São Paulo, com uma mala estufada de propinas da JBS - 10 mil notas de R$ 50, somando R$ 500 mil.
Os investigadores estão convencidos - a partir de interceptações telefônicas e outros dados - que esse dinheiro seria destinado ao presidente, alvo de inquérito da PF por suspeita de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da Justiça.
A ajuda milionária da JBS, em troca de apoio a demandas do interesse do grupo em órgãos do governo, seria semanal e se prolongaria por até 25 anos. Segundo disse Loures no grampo da Polícia Federal, assim ficaria garantida a ‘aposentadoria’ de Temer.
Loures estaria disposto a fazer delação premiada. Por enquanto, porém, ele escolheu o silêncio.

Estadão Conteúdo
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