Angola Cables inicia Data Center com 5 contratos

A africana Angola Cables iniciou as obras do seu Data Center ontem, na Praia do Futuro, em área de 9 mil m², e já possui cinco contratos de grande capacidade fechados. Este começo consiste em instalação de canteiro e serviços, como início da fundação, limpeza, drenagem e nivelamento do terreno, terraplanagem, construção do muro de arrimo e colocação de tapumes. A operação está prevista para o primeiro trimestre de 2018.
O Data Center em Fortaleza permitirá alocação de dados de conteúdos digitais de dentro ou fora do País, como de institutos de pesquisa, ensino e financeiros. Haverá armazenamento de dados em nuvem ou aumento da capacidade de uso de máquinas virtuais. As obras se darão em três fases.
“As fases dependem da demanda do mercado. Podemos começar a segunda fase se o mercado tiver muita demanda. Contratos já fechados temos cinco de grandes capacidades. De pequenas capacidades, que são pequenos operadores e que estão a querer comprar internet, esses são muitos”, diz António Nunes, CEO global da Angola Cables. A previsão é de gerar 40 empregos diretos e 800 indiretos até 2030.
Para a construção do Data Center são investidos R$ 72 milhões, que sobem para cerca de R$ 1 bilhão (a preços atuais) ou US$ 300 milhões se contabilizados os investimentos nos cabos submarinos de fibra óptica. Um é o Monet, que liga Santos (SP), Fortaleza e Miami (EUA). Já lançado ao mar da Capital, o cabo deve entrar em operação até o fim de 2017 e tem como parceiras da Angola Cables a Antel (Uruguai), Algar Telecom (Brasil) e Google. Já o Sacs ligará Luanda, em Angola, a Fortaleza.
António Nunes diz que a comunicação do País com a África será de 63 milissegundos, colocando Angola a menos de um piscar de olhos do Brasil. Antes a velocidade era de 360 milissegundos. O Sacs será lançado em 9 de agosto ao mar de Luana e deve operar no primeiro trimestre de 2018. “Sacs, Monet, mais Data Center têm potencial de tornar Fortaleza um hub (centro de conexões) de telecomunicações”. Em termos de custo, Nunes afirma que haverá melhora. “Porque concorrência gera uma redução de preço. Em termos de qualidade vai ser melhor”.
Na solenidade de lançamento das obras, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), retratou as obras como momento histórico. “Investimentos desse porte representam muito para o Ceará e Fortaleza”. Moroni Torgan (DEM), vice-prefeito de Fortaleza, substituiu o prefeito Roberto Cláudio (PDT), que estava em viagem. “Os produtos cearenses especialmente na área de software estarão expostos para o mundo inteiro, porque o projeto já tem ligação com África, Europa e Ásia”.

O POVO Online
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