Mais de 1 milhão de crianças e adolescentes do CE convivem com renda de até R$ 394

O percentual de crianças e adolescentes até 14 anos no Ceará vivendo em famílias cuja renda é de até ½ salário mínimo é um dos maiores do Brasil. Considerando a remuneração básica em 2015, que era de R$ 788, 61% viviam com R$ 394 em 2015, o que representa, em valores absolutos, 1.198.254 pessoas.
As informações fazem parte do estudo divulgado pela Fundação Abrinq nesta terça-feira (25) com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Segundo o relatório, os estados com percentuais mais altos de menores de 14 anos de idade em situação domiciliar de pobreza são: Alagoas (66%); Maranhão(62,4%); Ceará (61%); Bahia (60,8%) e Pernambuco (60,5%). 
Os estados com percentuais mais baixos de menores de 14 anos de idade em situação domiciliar de baixa renda (melhor desempenho) são, em ordem decrescente: Rio Grande do Sul (24,9%); Paraná (24,5%); São Paulo (21,2%); Distrito Federal (20,2%) e Santa Catarina (17,7%).
O Ceará também aparece entre as Unidades da Federação com os piores índices de pobreza domiciliar extrema entre menores de 14 anos, isto é, com renda equivalente a R$ 197. O Maranhão lidera o ranking com 35,2%, seguido por Ceará (28,6%), Alagoas (28,3%), Bahia (24,7%) e Pará (23,9%). No Estado, o número absoluto de crianças e adolescente era de 561.276.

Redução
Apesar dos dados negativos, os números mais recentes de renda e pobreza no Ceará representam o menor índice em 10 anos. Em 2005, a taxa de crianças e adolescentes em famílias que viviam com até ½ salário era de 85,5%, o que significa uma total de cerca de 2 milhões. Já em 2015, com taxa de 61%, a Fundação Abrinq aponta queda de 28,6%.
Considerando o nível extremo de pobreza, a redução em uma década é ainda maior. No ano de 2005 o Ceará tinha 1,4 milhão de pessoas menores de 14 anos com renda de até ¼ salário mínimo. 10 anos depois, o Estado registrou queda de 53,5%.

Diário do Nordeste
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