Não gosta mais do emprego? (Parte 1)


Hoje venho falar para você que é servidor público.
Não sei se já lhes confessei mas trabalho nessa área, como advogado, assessor e consultor jurídico de Prefeituras, Câmaras Municipais e Sindicatos de Servidores, há dezesseis anos, e já vi de tudo em relação a reclamações, murmurações, denúncias, fuxicos, invejas, discussões das mais variadas espécies, alcançando todos os cargos e escalões. 
Percebi que os servidores, sobretudo os da esfera municipal, onde exerci e ainda exerço tais funções, tem extrema dificuldade em aceitar sua realidade, sem entender que esta foram eles mesmos que criaram, pois foram eles que se prestaram ao concurso público, fizeram a inscrição, a avaliação e foram, por fim, aprovados, nomeados, empossados e estão em exercício, única e exclusivamente por sua opção.
Muitos reclamam do seu horário de trabalho, do seu salário, do local onde exercem a função, do chefe imediato, do (a) Secretário (a) da pasta ou mesmo do (a) Prefeito (a), enfim, toda sorte e espécie de reclamações para justificar suas angústias e desolações.  
Quando perguntamos o porquê estarem ainda lá, a resposta quase sempre é a mesma: não tem opção; ruim aqui e pior se sair. Aqui pelo menos se tem ESTABILIDADE NO EMPREGO (regra legal que impede a demissão após três anos de serviço) e um SALÁRIO certo ao final do mês, as cobiçadas constâncias funcional e financeira que todos procuram no setor público.
Vendo tais respostas, é o caso de se questionar um pouco mais: ora, se é tão bom estar no serviço público, que lhe garante emprego e salário estáveis, por que as reclamações? Muitas delas partindo até de quem tem uma remuneração alta ? (vemos casos até de juízes e médicos, que recebem um salário acima de R$ 20 mil, que reclamam de sua situação funcional)
Veja na semana que vem a continuidade desse manual que te trará uma solução extraordinária...

João Paulo Jr.
Master Coach
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