Onde aplicar as economias em tempos de incerteza

Mesmo com a deterioração do ambiente político e, consequentemente, o aumento das incertezas quanto à aprovação das reformas esperadas pelo mercado, há opções de investimentos seguras e acessíveis a todos os bolsos. Mas, antes de buscar altos retornos, em momentos como o atual, o investidor deve procurar, sobretudo, preservar o patrimônio. Se até pouco tempo atrás a Caderneta de Poupança era a aplicação preferida dos brasileiros, hoje são os títulos públicos negociados pelo Tesouro Direto que vem conquistando espaço entre os investidores.
Títulos indexados à inflação (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA), à taxa básica de juros (Selic) ou prefixados, o Tesouro Direto é tão seguro quanto a Poupança e não requer altos valores para começar, sendo possível investir a partir de R$ 30.
Além do Tesouro Direto, outras opções consideradas conservadoras são os fundos de renda fixa e o Certificado de Depósito Bancário (CDB), e mesmo a Poupança, que com a queda da inflação, voltou a ser rentável.
"São produtos de investimentos recomendados para se proteger da atual crise, além de conseguir ganhos financeiros razoáveis", diz o economista Allisson Martins, professor de Economia da Universidade de Fortaleza (Unifor). No caso do CDB, o economista sugere que o valor aportado seja inferior ao garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que cobre até R$ 250 mil, caso o banco chegue à falência. Para quem tem maior disposição a correr risco, busca maior potencial de retorno e tem sangue frio para suportar alta volatilidade no curto prazo, o mercado de câmbio e renda variável pode ser uma alternativa. Mas a recomendação é alocar uma pequena parcela dos investimentos em ativos de risco. Com relação às ações, são nos momentos de crise que aparecem as boas oportunidades, com bons ativos negociados com desconto.

Decisão
Seja qual for o perfil do investidor, antes de decidir por qualquer aplicação, é preciso avaliar, pelo menos, três fatores: liquidez, rentabilidade e segurança. E, a partir daí, escolher qual investimento é o ideal, considerando os objetivos.
"Em razão do cenário econômico adverso, potencializado pela instabilidade política, acredito que investimentos conservadores devam ser priorizados, apesar do mantra financeiro 'risco alto, retorno elevado'", resume Allisson Martins.


Diário do Nordeste
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