Primeiro banco de pele animal do País é inaugurado

Com o uso medicinal da pele de tilápia, pessoas que sofrem queimaduras conseguem ter seus ferimentos cicatrizados, em média, dois dias antes do que no tratamento convencional à base da pomada sulfadiazina de prata. Esse e outros resultados do estudo feito pelo Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM) da Universidade Federal do Ceará (UFC) em parceria com o Instituto de Apoio ao Queimado (IAQ) e o Instituto Doutor José Frota (IJF) serão apresentados hoje, 13. A divulgação ocorrerá durante a inauguração do primeiro banco de pele animal do Brasil, na sede do NPDM, no bairro Rodolfo Teófilo.
A resposta positiva da pesquisa iniciada há três anos no Ceará aproxima o Brasil da inclusão de pele animal no leque de opções terapêuticas oferecidas aos queimados pela rede pública de saúde. Isso porque, além da redução no tempo de cicatrização, a pele de tilápia praticamente anula a troca de curativos, diminui a dor sentida pelo paciente durante o tratamento e evita contaminação e perda de líquido. “É gritante a diferença na dor”, compara o diretor do Banco de Pele Animal e coordenador do NPDM, Odorico de Moraes.

O POVO Online
    Comente pelo Disqus
    Comente pelo Facebook
#Compartilhe