Servidor federal reaproveita peças de sucatas transformando-as em esculturas

O agente do PF, delegacia de Juazeiro do Norte, nas horas vagas realiza um trabalho típico de artesão: reaproveita peças de automóveis para erguer esculturas num formato mais mecânico, que dá características a figuras diversas.
A arte formatou Padre Cícero, com cerca de três metros e pesa duas toneladas. A estátua colocada em frente à sede da Polícia Federal no Cariri foi feita com peças de automóveis soldadas que viraram  nas mãos do motorista da Polícia Federal, José Pereira de Araújo Neto, de 59 anos, obra de arte.
A escultura foi encomendada pelo próprio superintendente Delano Cerqueira Bunn e, segundo Araújo, fará parte do patrimônio cultural do município.
Foi quase que por acaso que o funcionário da PF fez sua primeira obra. “Quando a minha filha pediu-me para eu fazer uma estante para ela colocar seus livros resolvi fazer algo diferente. Quando terminei, percebi que a escultura parecia com duas pessoas se abraçando, daí comecei a ter inspiração para fazer outras”, disse o artesão.
Quando trabalhou em uma oficina mecânica o José Pereira percebeu que tinha todas as ferramentas para fazer suas artes em mãos. “Peguei conhecimento de todas as peças que existem  num carro”, afirmou.
Quando olha para as peças que poderiam ser jogadas fora, é automático seu pensamento: ele imagina tudo o que pode originar de um simples objeto: As mãos de uma pessoa, o bico de um pássaro ou a espada de um cavaleiro. “Quando uma pessoa encomenda qualquer escultura eu fico dias procurando as peças que podem se adequar à criação para fazer aquela escultura e em seguida dá início.
A Superintendência Regional da Polícia Federal no Ceará e a Santa Casa de Misericórdia, entre outras instituições, já encomendaram  algumas obras de Araújo. Algumas delas estão espalhadas pelo Brasil e mundo afora, como: França, Portugal, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Bahia.
Na PF há 20 anos se move no mundo da arte e não exita em dizer: “tudo o que eu faço é com muito amor e dedicação. Ou seja, faço com prazer”, destacou. Em agosto, ele garante, o Exército brasileiro será o próximo a receber uma de suas obras. “Será um soldado”, concluiu.

Tribuna do Ceará
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