Governo vai privatizar Casa da Moeda

Diante do rombo nas contas públicas, o governo, com necessidade de aumentar a arrecadação, anunciou nesta quarta-feira (23) que pretende privatizar a Casa da Moeda. A expectativa é de que o edital seja publicado no segundo semestre do ano que vem.
Além do interesse de privatizar a Casa da Moeda, hoje vinculada ao Ministério da Fazenda, o governo também anunciou leilão de aeroportos no segundo semestre de 2018. Ao todo, são 57 projetos de venda de empresas e parcerias público privada.
A forma como a Casa da Moeda será desestatizada ainda será definida. Integrantes do conselho do Programa de Parcerias de Investimento (PPI) afirmam que ainda serão feitos estudos para definir o modelo mais interessante. Pode ser que seja vendida somente 51% e a União continue no negócio.
No entanto, sem recursos no caixa para cobrir os sucessivos prejuízos da Casa da Moeda, no entanto, o mais provável é que a União se retire completamente do controle.
Aeroporto mais lucrativo da Infraero, Congonhas tem valor estimado de venda de R$ 4 bilhões somente em outorgas.
As quatro usinas da Cemig que o governo decidiu vender trariam R$ 11 bilhões. Mas a estatal, depois de pressão da bancada mineira, conseguiu abrir negociação para poder comprar três dessas hidrelétricas com preferência, pagando R$ 9,7 bilhões.
Sem a venda dessas usinas, a União não conseguirá cumprir a meta de deficit de R$ 159 bilhões neste ano. A venda da Lotex, conhecida como "raspadinha", foi confirmada e deve render R$ 2 bilhões, de acordo com um novo modelo de negócio desenvolvido. Antes, a previsão era de cerca de R$ 1 bilhão.
Dentre os projetos contemplados pelo PPI até o final deste ano, estão rodovias BR 153 (GO/TO) e a BR 364 (RO/MT), terminais portuários, 11 lotes de linhas de transmissão, rodadas de petróleo e gás do pré-sal que totalizam R$ 44,5 bilhões em investimentos.
O valor total das outorgas ainda não está definido porque muitas empresas e participações em estatais estão sendo avaliadas.

Folhapress
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