Transposição do Rio São Francisco pode ter gestão privada

A transposição das águas do Rio São Francisco pode ter gestão privada. É o que afirma o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, em entrevista ao site Poder 360. O titular da pasta explica que a concessão não será do restante da obra — já em fase final — mas sim da operação, que custará R$ 500 milhões ao ano, segundo Helder.
"É possível que haja uma gestão privada. Hoje é pública. A operação pode ser concedida. Mas é uma decisão que ainda está sendo analisada, não foi consolidada", revela.
O modelo de concessão está sendo elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A meta é que o projeto fique pronto no próximo ano. "O formato não foi definido. Mas uma coisa é decisão desde 2005, quando se planejou a obra: os estados terão que pagar pela água", pontua.
"O que está se discutindo é o seguinte: o estado vai pagar? Como? Vai cobrar na tarifa, o consumidor vai pagar? Ou o governo vai subsidiar? O estado vai precisar de um fundo garantidor. Vai ser com dinheiro do estado e o Fundo de Participação? Qual o formato da garantia? Todas essas respostas serão dadas após os estudos", comenta em entrevista ao portal.
O ministro garante que o impacto é direto nos quatro estados que compõem a integração do São Francisco: Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba. Ele afirma que Alagoas e Bahia, estados da região da bacia do rio, também terão benefícios.
O pensamento da futura gestão não deve alterar o cronograma de obras. "O foco é finalizar o que está sendo feito. A transposição é prioridade", afirma.

Diário do Nordeste
    Comente pelo Disqus
    Comente pelo Facebook
#Compartilhe