Em sessão tumultuada, pedido de cassação de Tomás Figueiredo é rejeitado pela Câmara

Seguindo o rito do procedimento legislativo, a Câmara Municipal de Santa Quitéria realizou na manhã desta sexta (01), mais uma sessão ordinária. Em sua pauta, vários requerimentos e a leitura do tão polêmico pedido de cassação do prefeito Tomás Figueiredo, apresentado pelos advogados Renato Catunda e Luís Gustavo Mesquita.
A denúncia deveria ter sido lida na última sexta (25), como prevê o Regimento Interno da Casa, a leitura na primeira sessão. No entanto, o Município decretou ponto facultativo, dado às festividades que ocorriam em alusão ao aniversário de emancipação política.
Antes da leitura, foi levado à público, o pedido da abertura de três CPIs, protocoladas por vereadores da base situacionista, para investigar supostas irregularidades envolvendo o ex-prefeito Fabiano Lobo, o ex-diretor-presidente do IPESQ Cleidir Lima e o ex-procurador do Município, Renato Catunda.
A partir deste momento, os ânimos passaram a se exaltar no plenário, em troca de acusações entre as bancadas. A sessão chegou a ser suspensa por 10 minutos, tempo em que a base oposicionista se reuniu com o presidente da Casa para tentar adiar a discussão sobre as CPIs para a próxima sessão.
Ao retornarem para o Plenário, os cinco parlamentares de oposição decidiram se retirar da sessão, alegando desconhecimento quanto aos referidos pedidos e a presença de funcionários municipais, que lotavam o auditório da Casa. Estes que logo reagiram com vaias à decisão.


Com a saída do secretário da Mesa Lino Paiva, os trabalhos passaram a ser secretariados pelo vice-presidente da Casa, Diassis Có, que procedeu à leitura da denúncia para os sete vereadores que permaneceram e os presentes.
Após a leitura, alguns vereadores se pronunciaram na Tribuna, falando para um público quase que zerado.
O presidente Joel do Braga colocou para a análise de seus colegas, obtendo votação unânime de sete votos para a rejeição da denúncia e o seu arquivamento definitivo.



(ATUALIZAÇÃO: Os trabalhos da Secretaria foram feitos pelo vereador Diassis Có e não pelo diretor da Câmara, Micael Oliveira, como informado inicialmente.)
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