Após denúncia, presidente da Câmara de Maranguape é afastado definitivamente

Em votação realizada na noite desta segunda-feira (23), a maioria dos vereadores da Câmara Municipal de Maranguape decidiu pelo afastamento definitivo do vereador Kassio Anselmo de Oliveira (PCdoB), conhecido como Kássio Rogaciano. O parlamentar, que era presidente da Casa, é acusado de utilizar um veículo oficial para uma viagem pessoal de turismo a Natal (RN), realizada no último mês de setembro, o que caracterizaria improbidade administrativa.
No total, 11 vereadores defenderam o afastamento de Kássio, enquanto apenas três votaram pela permanência do parlamentar, que já havia sido afastado provisoriamente da função no último dia 6 de outubro. Apesar do resultado, como cinco dos presentes saíram antes da votação começar, a decisão pode ser impugnada, tendo em vista que seria necessário dois terços do total de membros da Câmara para confirmar o afastamento, o que corresponderia a 13 votos.
Em decisão anterior, Kássio Rogaciano já havia sido afastado da presidência da Câmara pelo juiz Fabiano Damasceno Maia, da 3ª Vara da Comarca de Maranguape, após a divulgação de um vídeo que mostra um carro oficial do Poder Legislativo de Maranguape circulando pela Praia de Ponta Negra, em Natal. Na ocasião, o parlamentar admitiu que estava no veículo, mas que a viagem era "a trabalho".
Além de afastar o vereador, o juiz Fabiano Damasceno Maia também determinou a indisponibilidade de bens de Kássio Rogaciano até o montante de R$ 177.482,25, necessário à reparação da irregularidade administrativa. A decisão atendeu a requerimento do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE).

Praia, shoppings e festa
Ainda em setembro último, Kássio foi flagrado utilizando veículo oficial para ir à praia no Rio Grande do Norte, shoppings e até festa sertaneja. A viagem aconteceu do dia 1º ao dia 4 daquele mês. Na volta do vereador, foi instaurado inquérito civil para apurar ilegalidades.
Kássio afirma que foi a Natal para participar de curso de capacitação oferecido pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte para justificar as despesas e a utilização do bem público de forma indevida.

Diário do Nordeste
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