Caso David Madrigal: TJ mantém título estadual do Ceará em 2002

Um imbróglio de 15 anos que ainda rende capítulos. Mais uma vez, desta vez na 3ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJ-CE), o título do Campeonato Cearense de 2002, vencido pelo Ceará Sporting Club e questionado pelo Fortaleza Esporte Clube, foi mantido.
O questionamento do Fortaleza foi julgado improcedente. Relatora do processo, a juíza convocada juíza Marlúcia de Araújo Bezerra considerou improcedente o pleito tricolor. Os demais membros da Câmara também acompanharam o voto da relatora.
O Fortaleza questiona a escalação do costarriquenho David Madrigal no Campeonato Cearense de 2002. O atleta, inclusive, fez o gol do título alvinegro naquele ano. Segundo o clube tricolor, o atleta não tinha condições de trabalho no Brasil. O caso se arrastou nas esferas desportivas, onde o Ceará venceu. Agora, segue na Justiça comum, tendo atravessado, hoje, a segunda instância. A decisão ainda cabe recurso.

Dirigentes têm reações diferentes
O presidente do Ceará, Robinson de Castro, compareceu ao julgamento e comemorou a decisão. "Não tenha dúvida. Parabenizar a lucidez do tribunal, valorizar o nosso corpo jurídico. O direito do Ceará é absoluto, não há nenhuma ilicitude naquele momento em 2002 em colocar o jogador Madrigal para jogar. Estávamos com o alvará em mãos e tivemos mais uma vez o reconhecimento da Justiça que o Ceará é o campeão cearense em 2002", analisou.
Já o advogado do Fortaleza, Eduardo Salles, discordou da sentença."Nós respeitamos o entendimento dos desembargadores, porém discordamos frontalmente deles por ignorar aspectos da legislação desportiva aplicável ao caso, bem como ignorar a incontestável ciência da irregularidade por parte do Ceará Sporting Club".
Além de Eduardo Salles, o ex-presidente do Fortaleza, Jorge Mota, também defendeu o clube no caso. Pelo lado alvinegro, Ernando Uchôa Lima Sobrinho fez a defesa do Ceará.

Diário do Nordeste
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