Moro condena ex-gerente da Petrobras a 11 anos e 10 meses de prisão

Pedro Augusto Xavier Bastos, ex-gerente da área de Negócios Internacionais Petrobras, foi condenado, nesta terça-feira (31), pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato em primeira instância, a 11 anos e 10 meses de prisão, por corrupção e lavagem de dinheiro.
"Não há, por outro lado, dúvidas acerca da caracterização da utilização de contas no exterior e em nome de estruturas corporativas para receber e movimentar propinas e da ocultação dessa conta das autoridades como condutas típicas da lavagem de dinheiro, das quais é inferível o dolo de ocultação e dissimulação", pontuou o juiz na decisão.
Ele foi preso no dia 26 de maio último, na 41ª fase da Operação Lava Jato, e é acusado de receber, junto com o ex-banqueiro José Augusto Ferreira dos Santos, cerca de R$ 18 milhões em propina, a partir da compra e dos direitos de exploração de um poço de petróleo em Benin, na África.
À época, o procurador da República Carlos Antônio Lima chegou a apontar, inclusive, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) como uma das pessoas beneficiadas pelo esquema. As informações são da Agência Brasil.
Em depoimento a Moro, no mês de agosto, Pedro Bastos contou que a suposta gratificação foi recebida sem ser solicitada. “Eu não objetivei ser remunerado por esse serviço. Na verdade, foi até, de certa forma, uma surpresa. Eu fiquei de certa forma constrangido na época por ter recebido, porque eu não considerava que era merecedor desse dinheiro, haja vista que o nível de serviço que eu tinha prestado não era tão representativo”, afirmou.

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