PF cumpre mandados no CE e mais dois estados após desvio de mais R$ 2,7 milhões de recursos do Fundef no Piauí

A Polícia Federal (PF) cumpriu 40 mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira, 27, no Ceará e nos estados do Maranhão e do Piauí, devido a um desvio de mais de R$ 2,7 milhões de recursos federais recebidos pelo município de Prata do Piauí, ao Sul de Teresina, em dezembro de 2016.
Nomeada como Operação Argentum, a iniciativa desarticulou uma organização criminosa que atuava nos três Estados. No Ceará, foram cumpridos 13 mandados de prisão temporária e seis de condução coercitiva nos municípios de Crateús, Independência, Parambu e Tamboril.
De acordo com a PF, um inquérito policial foi instaurado em abril deste ano, após uma inspeção realizada pela Controladoria Geral da União constatar contratações irregularidades e movimentações bancárias com recursos federais recebidos pela cidade piauiense a título de precatória da complementação da União para o Fundef, no valor aproximado de R$ 2.730.000, atraindo a incidência dos delitos de apropriação e/ou desvio de recursos públicos, corrupção, associação criminosa/organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A ação de hoje, que conta com a participação de 110 policiais federais do Ceará, Maranhão e Piauí, tem como objetivo dar cumprimento a 21 mandados de busca e apreensão, 13 mandados de prisão temporária e seis mandados de condução coercitiva expedidos pela 3ª Vara da Seção Judiciária do Piauí, executados nos municípios cearenses e nas cidades de Caxias e Timon, no Maranhão e Teresina, Prata do Piauí e Demerval Lobão, no Piauí. Também foi determinada a apreensão de veículos de luxo, sequestro de bens e bloqueio de contas dos principais envolvidos.

Esquema
A investigação revelou que empresas, tendo como sócios parentes do ex-prefeito de Prata do Piauí, atuavam no esquema como “laranjas”, sendo utilizados para a ocultação de patrimônio em favor do gestor da cidade, em ação da lavagem de dinheiro, através da criação de uma farmácia e um posto de combustível.
Conforme a Polícia Federal, a investigação e cumprimento dos mandatos foram realizados em parceria com a rede de controle, com a participação de servidores da Controladoria Geral da União (CGD), Tribunal de Contas da União (TCU) e Tribunal de Contas do Piauí (TCE).
O nome da Operação faz alusão ao elemento químico Prata, nome da cidade beneficiada com os recursos desviados do FNDE, cujo nome em latim é Argentum.

O POVO Online
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