PF deflagra 2ª fase de operação que investiga crimes contra a Caixa

O relatório do deputado Alex Canziani (PTB-PR) sobre a Medida Provisória 785/2017, que trata das mudanças no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), foi aprovado ontem (10) na comissão especial que analisa a MP. O texto deve ser votado no plenário da Câmara até o dia 17 de novembro para que a medida não perca a validade.
Entre as mudanças introduzidas no relatório está a ampliação do aporte do Tesouro Nacional ao Fundo Garantidor do Fies (FG-Fies), de R$ 2 bilhões para R$ 3 bilhões em quatro anos. O texto aprovado também estabelece que a parte do Fies destinada a estudantes carentes terá juro zero. O benefício já tinha sido anunciado pelo governo, mas não estava no texto da MP enviado ao Congresso.
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (11) a segunda fase da operação Duas Caras, que investiga uma quadrilha que teria se especializado em crimes contra a Caixa Econômica Federal.
Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e dois de condução coercitiva, em Curitiba, São José dos Pinhais e Colombo, no Paraná.
A operação investiga saques em contas poupança de clientes com grandes saldos, que não apresentavam histórico de retiradas. Um funcionário do banco identificaria essas contas e repassaria os dados ao líder do grupo criminoso, que realizaria retiradas até zerar o dinheiro ou ser descoberto.
Após análise de materiais apreendidos na primeira fase, deflagrada em 15 de setembro, a Polícia Federal identificou novos fatos e suspeitos e representou junto à Justiça Federal pelos novos mandados judiciais.
Na primeira fase, cerca de 150 policiais cumprem 23 mandados de busca e apreensão, 6 de prisão preventiva, 7 de prisão temporária, 6 de sequestro de bens e 1 de suspensão do exercício de função pública, nos Estados do Paraná, Santa Catarina e Paraíba.
Os suspeitos, que incluem um funcionário ativo do banco, são acusados de crimes como furto e estelionato qualificado, peculato, uso de documento falso, falsificação de documento público e associação criminosa, segundo a PF.
"O funcionário suspeito pesquisava e identificava contas poupança de clientes do banco com grandes saldos e que não apresentava histórico de retiradas, repassando os dados dos clientes ao líder do grupo criminoso investigado", afirmou a Polícia Federal em setembro.

Diário do Nordeste
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