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Camilo critica lei de licitações na saúde e libera R$ 11 mi para plano de saúde dos servidores

Em entrevista à Rádio Verdes Mares, o governador Camilo Santana criticou, neste sábado (18), a Lei de Licitações (nº 8.666, de 21 de junho de 1993) para a saúde no programa Sábado Show, do radialista Evandro Nogueira. "É uma lei antiga, que já precisa ser revista, com mais critérios, que possa dar mais celeridade e menos burocracia para que as coisas andem", afirmou o governador. 
A crítica de Camilo à legislação especificamente na saúde se deu após a falta de fio cirúrgico no Hospital de Messejana, fato que cancelou cirurgias marcadas e atrasou procedimentos, gerando reclamações da população. De acordo com o governador, o problema foi de fornecimento e não de falta de recurso."O fio cirúrgico tem um preço X. O fornecedor ganhou [a licitação] por um preço x e de uma hora para outra ele quis triplicar o valor. Como é que o secretário justifica ao Tribunal de Contas que, de uma hora para outra, o item que custava 1 passou a custar 3?", explica Camilo, afirmando ainda que o problema já foi solucionado. 
"Tem que haver mudança na legislação para evitar que aconteça esse tipo de coisa. Peço desculpas a população, mas não é por falta de recursos. A lei é boa para obras, porque pode atrasar um mês ou dois, mas não pode atrasar a compra de medicamentos. E a mesma lei que exite para eu licitar uma obra, é para comprar remédio", pontua. 
Ainda conversando sobre os investimentos na área da Saúde, Camilo afirmou que liberou mais recursos para o Instituto de Saúde dos Servidores do Estado do Ceará (Issec), o plano de saúde dos servidores. "A demanda está maior e os recursos não são mais suficientes e eu liberei mais R$ 11 milhões para atender as demandas que estão contingenciadas dos servidores públicos", disse o governador, afirmando ainda que, além desses R$ 11 milhões, o orçamento do Issec este ao foi de R$ 90 milhões. 

Segurança
Após entrar na Justiça para receber o dinheiro do Fundo Penitenciário, o governador afirmou, no programa, que utilizará o recurso para construir, no Ceará, um presídio de segurança máxima pequeno, para colocar os criminosos mais perigosos. Ele disse ainda que a cidade que receberá a obra já está definida, mas não revelou qual é esse município. O Governo recebeu, recentemente, os R$ 44 milhões do Fundo Penitenciário. 
Fazendo o balanço das realizações do Governo do Estado nos quase três anos de mandato, Camilo Santana destacou o aumento de profissionais de segurança, com a contratação de efetivos policiais por meio da realização de concursos públicos. Revelou também que durante este período não recebeu nenhum recurso do Governo Federal para a área de segurança pública. 
"Qual o plano que esse País construiu ao longo das últimas décadas para resolver o problema do Brasil? É preciso consolidação nacional, uma ação conjunta partindo do Governo Federal", disse Camilo, lembrando que o controle das fronteiras, por onde as drogas entram no País, é de responsabilidade da União."Que passe pelo menos recurso para os estados. Qual é a parte que a União está fazendo? Eu precisei entrar na Justiça para receber um fundo penitenciário", completou.

Programa Avance
Camilo comentou que pretende rever alguns critérios para que o Programa Avance passe a beneficiar outros jovens. O programa foi pensado pelo Governo para auxiliar universitários que moram em outras cidades, no Ceará, e que não têm condições de se manter. Camilo afirmou que os primeiros alunos vão receber o benefício nas próximas semanas. 
O atual critério de participação do Avance é estar em situação de baixa-renda e a família receber o Bolsa Família. "Já estou começando rever para criar uma outra condição", informou o governador, afirmando que muitos alunos precisam de auxílio, mas não recebem Bolsa Família. 

Diário do Nordeste
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